O dia mais curto do ano: o solstício de inverno no Hemisfério Sul

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O dia mais curto do ano chegou no Hemisfério Sul e, com ele, o início da estação mais fria também. Hoje, mais precisamente no início da madrugada, às 00h32, o solstício marcou a chegada do inverno, época em que as temperaturas são mais baixas na maioria dos lugares abaixo da Linha do Equador e as noites são mais longas.

O solstício, que ocorre sempre duas vezes ao ano nos meses de junho e dezembro (geralmente nos dias 21 de cada mês), é o fenômeno astronômico em que o Sol, no seu movimento aparente no céu, atinge o ponto de maior afastamento em relação ao equador celeste, ocasionando uma diferença na quantidade de luz solar que cada hemisfério recebe. Porém, não confunda! Não se trata da distância real entre a Terra e o Sol, apenas da posição do Sol no céu!

Posições do Sol na eclípticaPosições do Sol na eclíptica.Fonte:  Instituto de Física/UFRGS 

No caso do solstício de inverno do Hemisfério Sul, o Sol atinge o ponto mais ao norte em relação ao equador celeste, indicando que o Hemisfério Norte recebe maior quantidade de luz solar; o que ocorre de fato, porque o início de inverno em um hemisfério é também o início de verão no outro, oposto, e vice-versa.  Então, se você está acima da Linha do Equador, o verão está começando hoje e os dias para você serão mais longos e quentes!

Não apenas os solstícios, mas também os equinócios (que marcam os inícios das estações da primavera e outono) ocorrem devido a uma combinação do movimento da Terra em relação ao Sol e da inclinação do seu eixo em relação ao plano orbital, de 23,5 graus.

À medida que a Terra percorre sua trajetória orbital ao redor do Sol, a incidência da luz solar em cada hemisfério varia de acordo com sua posição, e é por isso que ocorrem as diferentes estações no ano. Nos equinócios, os dois hemisférios da Terra recebem aproximadamente a mesma quantidade de luz solar e, nos solstícios, a diferença entre eles será máxima.

Ficou curioso para saber um pouco mais? Dá uma conferida neste vídeo incrível!

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Nícolas Oliveira, colunista do TecMundo, é licenciado em Física e mestre em Astrofísica. É doutorando no Observatório Nacional, onde pesquisa estrelas órfãs em aglomerados de galáxias. Tem experiência com Ensino de Física e Astronomia, com pesquisa em Astrofísica Extragaláctica e Cosmologia. Atua como divulgador e comunicador científico, buscando a popularização e a democratização da ciência.

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