Rover Perseverance da Nasa utiliza chip de Mac dos anos 90

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Imagem: Nasa/Reprodução
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O rover Perseverance fez história ao aterrissar no solo de Marte, há duas semanas, após uma viagem de quase 7 meses no espaço. Apesar da missão da Nasa contar com o que há de mais moderno em relação à ciência espacial, o equipamento utiliza um chip de Mac dos anos 90.

De acordo com o site NewScientist, o veículo está equipado com um processador PowerPC 750, que era utilizado no iMac G3, lançado em 1998. O icônico computador da Apple era conhecido por ser poderoso (à época) e colorido.

O PowerPC 750 possui “apenas” 10,4 milhões de transistores. Para se ter uma ideia, hoje em dia smartphones baratos possuem uma quantidade até 1000 vezes maior do componente semicondutor.

PowerPC 750Processador PowerPC 750 chegou a ser produzido pela Motorola Fonte: Henrik Wannheden/Reprodução

O chip antigo também tem um único núcleo e processa a uma velocidade de 233 MHz. Comparado aos processadores atuais com vários núcleos e frequências de 5.0 GHz, o chip dos anos 90 parece bastante lento. Contudo, a peça foi a primeira a ser lançada com a tecnologia chamada de “previsão de ramificação”, que é utilizada nos dias de hoje.

Esse tipo de recurso permite com que a CPU “adivinhe” quais serão as informações processadas para melhorar o desempenho. Assim, quanto mais dados processados, melhor a peça vai ficando em imaginar o que precisará ser feito.

Adaptação

Apesar de ser o mesmo do iMac G3, o chip utilizado pela Perseverance possui uma adaptação. Ele foi fabricado pela BAE Systems, empresa que produz material espacial, em uma versão para aguentar temperaturas entre -55 e 125 graus Celsius.

A atmosfera de Marte não é protegida contra raios solares como a Terra e, por isso, um flash de luz poderia destruir o equipamento. Essa versão do processador, que custa US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão na conversão atual), é chamada de RAD 750.

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