Governo de SP deve receber 5,4 mil litros de insumo da CoronaVac

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Fontes próximas do governo de São Paulo afirmam que o estado espera receber 5,4 mil litros de insumo para a CoronaVac na semana que vem. Em meio a briga por insumos causada pela falta de diplomacia entre o governo federal e a China, São Paulo sinaliza que não teve relação tão abalada pelas declarações negativas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outros integrantes do seu governo.

A nova remessa de insumos renderia 5,5 milhões de doses na produção do Instituto Butantan. Trata-se do IFA, sigla para “ingrediente farmacêutico ativo”, componente necessário para a produção do imunizante. Assim que chegasse ao Brasil, ele seria encaminhado para a produção no Butantan, e logo somaria as atuais 6 milhões de doses já espalhadas pelo país após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

a  Sinovac/Reprodução 

O IFA da CoronaVac é resultado do cultivo do Sars-CoV-2 inativado, algo não tão avançado como as vacinas baseadas em RNA. Integrantes do governo de São Paulo estão otimistas sobre as entregas devido ao avanço no diálogo com autoridades chinesas, aponta o G1.

Atualmente, há 4,3 milhões de doses prontas no Butantan aguardando aval da Anvisa para distribuição e aplicação no povo brasileiro. Os 5,4 mil litros de insumos que estão sendo esperados para a semana que vem são parte de 11 mil litros do IFA, anteriormente negociados pelo governo do estado de São Paulo.

Pressão do Butantan

Dimas Covas, diretor do instituto, informa que solicitou agilidade na liberação dos insumos para o Brasil para a produção de mais doses e reforço na campanha de vacinação. O carregamento do material estava pronto para ser enviado, mas aguardava autorização do governo chinês para ser devidamente enviado.

Em um comentário direcionado a Jair Bolsonaro, Dimas Covas pediu "dignidade" do presidente para defender a vacina e facilitar na relação com o governo chinês. "Se a vacina agora é do Brasil, que o nosso presidente tenha dignidade para defendê-la e de solicitar, inclusive, apoio, pro seu Ministério de Relações Exteriores na conversa com o governo da China.", completou.

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