Vacina da Moderna deve ser a próxima aprovada nos EUA

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A vacina contra covid-19 da Moderna recebeu, nesta terça-feira (15), avaliação positiva da Food and Drug Administration (FDA). O parecer, divulgado antes de uma reunião para definir sobre sua aprovação de uso emergencial, dá indícios de que ela será a segunda imunização autorizada nos Estados Unidos.

Segundo a agência reguladora, cuja função é semelhante à desempenhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os dados da fase 3 de testes clínicos revisados recentemente confirmaram a avaliação anterior, que já havia indicado uma eficácia de 94,1% da vacina da Moderna contra o novo coronavírus.

O ensaio clínico organizado pelo laboratório americano contou com a participação de 30 mil pessoas no país. Os efeitos colaterais apresentados, como febre, fadiga e dor de cabeça, entre outros sintomas mais leves, foram considerados desagradáveis mas não perigosos, conforme o FDA.

Se aprovada, a vacina será disponibilizada a partir de 21 de dezembro.Se aprovada, a vacina será disponibilizada a partir de 21 de dezembro.Fonte:  Rawpixel 

No relatório, a entidade relata ainda que o imunizante teve pontos de eficácia semelhantes entre diferentes grupos — de idade, gênero, raciais, étnicos e pessoas com alto-risco de covid-19. Ela também ressalta que os benefícios da vacina superam seus riscos de uso, com base nas evidências científicas analisadas.

Aprovação a caminho?

De acordo com fontes ouvidas pelo The New York Times, a aprovação para uso emergencial da vacina da Moderna deve ser anunciada na próxima sexta-feira (18), com a aplicação gratuita na população começando na segunda-feira (21).

Caso a decisão se confirme, permitirá a milhões de americanos ter acesso a uma segunda opção de imunizante, lembrando que a Pfizer iniciou a imunização ontem (14) em diversas partes do país, atendendo primeiramente aos profissionais de saúde.

No início de dezembro, a Moderna afirmou ter capacidade para disponibilizar entre 100 e 125 milhões de doses no primeiro trimestre de 2021. A maioria delas (entre 85 e 100 milhões) deve ficar nos EUA, enquanto as demais serão entregues em outros países.