AstraZeneca realizará testes conjuntos de sua vacina com a Sputnik V

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Imagem: Nataza Adzic/Getty Images
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A unidade da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca na Rússia anunciou, nesta sexta-feira (11), que irá realizar testes conjuntos com o Instituto Gamaleya daquele país, para combinar as duas vacinas contra o novo coronavírus: a sua ASD1222, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa Sputnik V.

Através de um comunicado à imprensa, o laboratório sueco afirmou que, além de avaliar a segurança e a imunogenicidade da combinação, os testes, realizados em voluntários com mais de 18, visam obter uma “resposta imunológica melhor". Ambas as vacinas utilizam adenovírus, o vírus  do resfriado, geneticamente modificado com componentes do Sars-CoV-2.

O anúncio foi feito depois que o Fundo Soberano Russo, que participa do desenvolvimento da Sputnik V, sugerir no Twitter que a AstraZeneca tentasse a combinação com a vacina russa, para aumentar sua eficácia.

A eficácia das duas vacinas

Fonte: John Cairns e Olga Maltseva/AFP/ReproduçãoFonte: John Cairns e Olga Maltseva/AFP/ReproduçãoFonte:  John Cairns e Olga Maltseva/AFP 

Conforme dados preliminares publicados na revista científica The Lancet, a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford revelou uma eficácia média de 70,4% na fase 3, a última etapa de testes.

Estranhamente, verificou-se que, em um pequeno grupo que tomou apenas meia dose da vacina na primeira aplicação, a eficácia do imunizante chegou a 90%. Quando a maioria, que tomou a dose completa na primeira aplicação e no reforço, foi analisada separadamente, a eficácia do medicamento caiu para 62%.

Em novembro, a Rússia anunciou que a sua vacina tem uma eficácia de mais de 95% após a aplicação da segunda dose. Porém, os resultados ainda são preliminares, e os dados não foram revisados por pares, nem publicados em alguma revista científica. A vacina está, atualmente, em sua fase 3 de testes clínicos em 40 mil voluntários, e o governo russo já iniciou a vacinação em parte da população.

O Brasil assinou um contrato de R$ 1,9 bilhão com a AstraZeneca e Universidade de Oxford, para a compra de doses e repasse de tecnologia para a Fiocruz.