Astrônomo identifica fonte de sinal extraterrestre em estrela

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Imagem: PanSTARRS/DR1
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Uma descoberta feita por um astrônomo amador pode ajudar a resolver um mistério que dura 43 anos: Alberto Caballero, que também é youtuber e criador do The Exoplanet Channel, detectou fortes evidências do chamado “sinal Wow!”, expressão criada em 1977 pelo astrônomo Jerry Ehman para indicar possibilidade de vida em um exoplaneta.

Em seu artigo, divulgado no servidor de pré-impressão arXiv, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, Caballero descreve uma busca no banco de dados Gaia, disponibilizado pela Agência Espacial Europeia (ESA), para possíveis estrelas semelhantes ao nosso Sol capazes de hospedar um exoplaneta com vida inteligente.

Com os novos dados, Caballero retomou as buscas pela fonte do histórico “Wow!” anotado por Ehman no Big Ear Radio Telescope, atualmente desativado. Os dados Gaia, obtidos desde 2013 pelo telescópio do mesmo nome, já mapearam cerca de 1,3 bilhão de estrelas, permitindo aos astrônomos criar o mapa 3D mais detalhado de nossa galáxia já feito.

Buscando o novo "Wow!"

Fonte: Big Ear Radio Observatory/ReproduçãoFonte: Big Ear Radio Observatory/ReproduçãoFonte:  Big Ear Radio Observatory 

Na histórica noite de 15 de agosto de 1977, John Kraus captou um sinal forte e intermitente que durou 72 segundos, e era tão poderoso que Jerry Ehman escreveu o seu famoso "Wow!". Posteriormente, a equipe do Big Ear continuou vasculhando o espaço, mas nunca encontrou nada parecido com ele.

Caballero começou a busca, monitorando estrelas do tipo G (semelhantes ao nosso Sol) e K (um pouco mais frias). Conseguiu selecionar 66 delas, mas somente uma com o potencial semelhante ao do nosso astro, de acordo com as informações disponíveis no Arquivo Gaia.

O astrônomo então concluiu que "A única estrela potencialmente semelhante ao Sol em toda a região do 'Wow!' parece ser a 2MASS 19281982-2640123", que possui a mesma temperatura, luminosidade e raio. A única diferença é que ela fica na constelação de Sagitário, a 1,8 mil anos-luz da Terra.

A nova estrela, que ainda não possui nome, torna-se, portanto, o melhor alvo atual para direcionar observações em busca de exoplanetas com potencial para abrigar vida.

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