Vacina de Oxford induziu 'fortes respostas imunes' em idosos

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Novidades promissoras a respeito do desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus empreendido pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca foram divulgadas nesta segunda-feira (26). De acordo com as instituições, uma forte reposta imunológica foi detectada em idosos que participam da segunda fase de testes da substância no Reino Unido, assim como poucos efeitos adversos – o que sugere que se trata de algo que poderá atender públicos diversos.

Administrada em pessoas com idades de 56 a 69 anos, assim como em grupos com mais de 70, segundo a AstraZeneca, "é encorajador ver que as respostas de imunogenicidade foram semelhantes entre adultos mais velhos e mais jovens e que a reatogenicidade [geração de efeitos adversos] foi menor em adultos mais velhos, nos quais a gravidade da covid-19 é maior", complementando que esta é mais uma evidência da segurança do imunizador, chamado de AZD1222.

Mais detalhes a respeito do assunto devem ser publicados nas próximas semanas em revista científica. Além disso, não há previsão de compartilhamento de informações adicionais a respeito da fase 3 dos testes, em andamento, inclusive, no Brasil, que mostraria se a vacina funciona bem o suficiente para que seja aprovada.

Resposta imune de idosos que receberam vacina de Oxford é promissora, dizem instituições.Resposta imune de idosos que receberam vacina de Oxford é promissora, dizem instituições.Fonte:  Unsplash 

Esperança à vista

O fato de pessoas mais velhas terem obtido resposta imunológica é positivo pois seus sistemas enfraquecem com a idade, o que as torna mais suscetíveis a falecerem em decorrência da infecção que já matou mais de 1 milhão e 600 mil no mundo todo. Considerando que as soluções experimentadas têm buscado estimular a geração de anticorpos que neutralizem o Sars-CoV-2 e a resposta das células T e que ambas as ações foram vistas nos estudos da substância em questão, é possível considerar que há uma luz no fim de túnel.

De qualquer modo, Annelies Wilder-Smith, professora de doenças infecciosas emergentes da London School of Hygiene and Tropical Medicine, se mantém com os pés no chão, afirmando que ensaios de fase 3, que envolvem testes em larga escala com dezenas de milhares de participantes, são um "pré-requisito para o licenciamento" antes que a vacina possa ser lançada para as massas.

"Não sabemos qual é a eficácia por enquanto. Estamos ansiosos pelos resultados dessa parte das pesquisas justamente por isso", disse à Al Jazeera.

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