Vacina covid-19: homens acreditam mais em notícias enviadas no WhatsApp

2 min de leitura
Patrocinado
Imagem de: Vacina covid-19: homens acreditam mais em notícias enviadas no WhatsApp
Avatar do autor

Não é segredo que aplicativos de mensagens se tornaram fundamentais no dia a dia, principalmente durante a pandemia, ocupando em muitos casos os papéis de ferramentas mais utilizadas para comunicações profissionais e entre amigos, familiares e colegas de estudos. O que você talvez não saiba é que homens acreditam mais em notícias compartilhadas no WhatsApp sobre vacinas do que mulheres.

Dados revelados pela pesquisa Cenário da vacinação no Brasil: perspectivas do mundo pós-pandêmico, realizada pelo NZN Intelligence e oferecida pelo Estadão Summit Saúde, mostram como esse comportamento influencia o mundo real. 

De acordo com o levantamento, das 1.960 pessoas entrevistadas, 9,89% confiam apenas em informações enviadas por WhatsApp e redes sociais. Distribuídas pelas cinco regiões do país, 1.447 se identificam com o gênero masculino, 422 com o feminino e 91 com outros. 

Em relação às mulheres, os homens tendem a priorizar mais os conteúdos dessas plataformas, já que 8,7% deles declararam desconfiar de dados que venham do Ministério da Saúde ou de jornais, contra 4,37% delas. De qualquer modo, 95,63% das mulheres e 91,3% dos homens ainda preferem canais convencionais.

InfográficoInformações sobre imunização contra a covid-19 compartilhadas no WhatsApp determinam decisões de brasileiros. (Fonte: NZN Intelligence)

Região, idade e renda familiar

Habitantes do Sul do Brasil lideram o pódio de desconfiança: 12,65% dos participantes da pesquisa disseram não confiar em vacinas e 19,5% afirmaram não ver necessidade de recebê-las. 

A região apresenta a maior taxa de atualização pelas redes sociais ou WhatsApp: 14,06% do total de respostas. Já em relação ao Calendário Nacional de Vacinação, perde apenas para o Centro-Oeste quando diz não acreditar em sua eficácia (23,3% contra 23,5%).

A pesquisa também sugere que quanto mais avançada é a idade, mais os meios de comunicação influenciam as decisões: 24,26% das pessoas com mais de 55 anos declararam que seus posicionamentos foram definidos por aquilo que receberam nos aplicativos citados, contra 6,13% daqueles entre 18 e 24 anos.

A renda mensal finaliza o perfil de preferência de fonte de informação, já que 22,92% dos que ganham R$ 18.740,01 ou mais e 12,77% dos que ganham até R$ 1.874 descartam outros veículos.

Informação de qualidade

É preciso salientar que o mesmo estudo revela que o Ministério da Saúde exerce papel importante na divulgação de informações, tendo mais de 40% de confiança em todas as regiões e chegando a 53,13% no Norte e 52,6% no Centro-Oeste. Os jornais, por sua vez, ultrapassam a entidade no Sudeste, com 49,3%, e no Nordeste, com 49,5%.

Considerando que dados referentes à taxa de eficácia (52,9%), à acessibilidade (22,44%), ao país em que a imunização for criada (16,92%) e à quantidade de doses (7,74%) são determinantes para os entrevistados na hora de decidirem se participarão de programas de vacinação, é preciso disseminar dados de qualidade.

Essa é exatamente a proposta do Congresso Summit Saúde 2020, promovido pelo Estadão, o maior e mais importante evento do setor no Brasil. Neste ano, com o tema principal "Os legados da pandemia", será realizado entre 26 e 30 de outubro de 2020, das 9h às 11h, de forma online e gratuita. 

Confira a programação completa do maior congresso de saúde do Brasil e garanta sua inscrição.

Fontes: NZN Intelligence.

Vacina covid-19: homens acreditam mais em notícias enviadas no WhatsApp