Em pesquisa inédita, paleontólogos brasileiros acham 'dino zumbi'

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Imagem: Hugo Cafasso/Divulgação
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Quem assistiu à série animada Primal deve se lembrar do episódio "Plague of Madness" – mesmo histórica e palentogicamente incorreta, ela acertou em uma coisa: “dinos zumbis” existiram, e a descoberta veio de três pesquisadores brasileiros.

Autores do trabalho publicado no último dia 15 na revista científica Cretaceous Research, os três cientistas das universidade federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de São Carlos (UFSCar) e mais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram, pelos ossos de um titanossauro, que ele sofria de uma infecção óssea aguda extremante dolorosa e que ataca tanto animais como o ser humano, chamada osteomielite aguda.

A constatação da paleobióloga Aline Ghilardi, coautora do estudo, partir dos ossos com "caroços esponjosos" que ela estudava para seu pós-doutorado. Ela e o paleontólogo Tito Aureliano, principal autor do estudo, examinarem os fósseis de 80 milhões de anos através de uma tomografia e constataram a doença.

O ineditismo da pesquisa repousa no passo seguinte: a paleontóloga Fresia Ricardi-Branco, agora integrando o grupo de pesquisa, fez uma biópsia no tecido fossilizado, encontrando um microfóssil dentro dos canais vasculares do osso do dinossauro. Aureliano, à luz dessa descoberta, achou mais de dez microrganismos fossilizados.

Dino Zumbi

"Quando descobrimos que havia um parasita dentro dos ossos do dinossauro, ficamos nervosos: não acreditamos que jamais haviam feito uma biópsia em um osso fossilizado", disse Aureliano ao portal G1. Os pesquisadores, entretanto, não sabem se os parasitas causaram a osteomielite ou se eles surgiram por causa da doença. Foi encontrada ainda uma colônia de bactérias no fóssil.

Para o paleontólogo, “o titanossauro sentiu muita dor até morrer. Ele estava apodrecendo vivo. O estágio da doença estava tão avançado que apelidamos esse espécime de 'Dino Zumbi’". Segundo ele, se for feito um paralelo de como a doença evolui nos dias de hoje, o animal deveria ter feridas abertas expelindo pus pelas patas, cabeça e tronco.

.  Hugo Cafasso/Divulgação 

E não, é impossível esses vermes pré-históricos serem ressuscitados.

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