Stonehenge (Fonte da imagem: WikiCommons)

Steven Waller, um estudioso de acústica arqueológica, afirma que a percepção do som foi a inspiração para a construção de Stonehenge, um dos monumentos mais misteriosos de todos os tempos. O fenômeno, chamado de interferência acústica, funcionaria como uma visão do outro mundo para os antigos, afirma.

A interferência acústica aparece quando dois sons tocam a mesma nota simultaneamente, em um mesmo local. Quando alguém passa por ali, as ondas rebatem e o som fica médio, ao invés de ampliado. A pessoa que está ao meio possui uma percepção diferente do que está ao redor, algo que pode ser transformado em uma imagem.

Para exemplificar o processo, Waller enviou voluntários, de olhos vendados, para experimentar a mesma ilusão (dessa vez, criada por dois gaiteiros). Depois de expostos ao local e ao som, os participantes tiraram as vendas e desenharam o que achavam haver entre eles e o som (de fato, havia apenas espaço vazio).

Os resultados foram desenhos muito parecidos ao que conhecemos hoje como Stonehenge, os blocos de pedra vazados e dispostos em círculos.

Segundo o especialista, a experiência 5.000 anos antes era considerada mágica ou sobrenatural, portanto, uma motivação para recriar a estrutura “ouvida”, uma visão de outro lugar. De acordo com os mitos, o som que ecoava era a resposta dada pelos espíritos, explica Waller. 

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