Foto panorâmica da Estação Vostok. (Fonte da imagem: Todd Sowers LDEO, Columbia University)

Cientistas russos acabam de perfurar mais de 3,5 quilômetros sob a superfície da Antártica até alcançar o Lago Vostok. Esse, que é o terceiro maior lago sob a superfície do planeta, permaneceu isolado do restante do mundo por mais de 20 milhões de anos, e sua descoberta pode apresentar formas de vida nunca antes vistas.

Os russos levaram mais de 20 anos para finalmente proceder com a perfuração completa do espaço, trabalhando em algumas das condições meteorológicas mais brutais do mundo. O comunicado da conclusão da perfuração vem justamente antes do inicio do inverno antártico, no qual o frio é tão intenso que nem mesmo as máquinas conseguem operar.

A descoberta está causando furor entre a comunidade científica mundial. De acordo com as pesquisas iniciais, o lago possui de 10 a 20 vezes mais partes de oxigênio no ar que o resto do planeta, o que significa que qualquer forma de vida que existir lá será diferente de tudo que conhecemos. Além disso, as condições da região se assemelham muito ao satélite de Júpiter, Europa, e, portanto, qualquer microrganismo que for encontrado no Lago Vostok aumenta as chances da existência de vida extraterrestre.

(Fonte da imagem: Exo|Human)

Mas a descoberta também está sendo vista com ceticismo por alguns cientistas. Como os russos tiveram de usar querosene para ajudar na perfuração, a substância pode ter entrado em contato com o lago, contaminando a região. Porém, os russos são incisivos em afirmar que a perfuradora parou antes de entrar em contato com o lago. Há ainda quem questione se a perfuratriz realmente alcançou o objetivo ou se é apenas um bolsão d’água.

Mas, com o inicio do inverno na região, futuras descobertas só poderão ser anunciadas a partir do final de 2012, quando os russos pretendem enviar robôs submarinos para pesquisar a região.

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