Covid-19 nunca será completamente eliminada, afirma pesquisador

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A covid-19 poderá não ser erradicada nunca e, assim como a gripe, motivar a criação de campanhas periódicas de vacinação ao longo dos anos. Essa informação foi divulgada por Mark Walport, pesquisador do Scientific Advisory Group for Emergencies (SAGE), órgão governamental do Reino Unido para consultas científicas.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou suas expectativas de que, em 2 anos ou menos, a pandemia será superada — a agência teria usado a gripe espanhola como referência para chegar a esse prazo.

Imunização periódica

a  (Fonte: Unsplash)

Em resposta à declaração, Walport destacou que a população mundial é muito mais densa do que em 1918, quando a gripe se espalhou. Esse fator, somado à maior facilidade de deslocamento da população entre países, faz com que o vírus da covid-19 (Sars-CoV-2) cause mais infecções em menos tempo.

Durante o programa BBC Rádio 4 deste sábado (22), o pesquisador afirmou que essa doença não é como a varíola, que pode ser erradicada com uma imunização em massa. "Assim, um pouco como a gripe, as pessoas precisarão de vacinas em intervalos regulares", afirmou.

Vacinas chegam em 2021

Os dados oficiais apontam que, desde o início da pandemia, mais de 23 milhões de pessoas foram infectadas pela covid-19, das quais mais de 800 mil morreram. No entanto, pesquisadores alertam para a alta subnotificação de casos, que podem ser 14 vezes mais numerosos do que os órgãos governamentais divulgam.

Felizmente, diversas vacinas ao redor do mundo apresentaram resultados positivos e algumas já foram aprovadas. No Brasil, o início das imunizações está previsto para janeiro de 2021, conforme informações divulgadas pelo governador de São Paulo, João Doria.

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