Estrelas anãs negras brilharão durante a morte do Universo

1 min de leitura
Imagem de: Estrelas anãs negras brilharão durante a morte do Universo
Imagem: Science Source/Mark Garlick
Avatar do autor

Anã negra é o estágio final de vida de uma estrela média, depois de se transformarem em anãs brancas. Para o físico Matt Caplan, da Universidade Estadual de Illinois, esses restos calcinados seriam a última "coisa" a brilhar durante a morte térmica do Universo, quando muitas delas explodissem em supernova.

"Estrelas de dez vezes menores do que a massa do Sol não têm gravidade ou densidade para produzir ferro em seus núcleos da mesma forma que as massivas, então não podem explodir em uma supernova", disse Caplan.

GIF

Segundo ele, isso não quer dizer que as reações nucleares param de ocorrer no núcleo. "Anãs brancas são estrelas quase mortas, mas as reações de fusão ainda podem acontecer, mesmo em temperatura zero – só levam muito mais tempo. Essa é a chave para fazer anãs negras colapsarem em uma supernova", explicou o físico.

As últimas luzes

Ele chama esse tipo de explosões teóricas de "supernova anã negra", mas acredita que nem todas as anãs negras vão explodir. "Apenas as mais massivas, com até 1,4 vez a massa do Sol, poderão colapsar. Mesmo assim, são 1% de todas estrelas que existem hoje, ou seja, cem quintilhões podem morrer dessa maneira".

O restante enfrentará o fim do Cosmos permanecendo como estão, incluindo o nosso Sol. "Mesmo com reações nucleares muito lentas, ele não teria massa suficiente para explodir em uma supernova, mesmo em um futuro distante."

Daqui a 100 trilhões de anos, depois que as últimas anãs negras massivas explodirem, o Universo estará morto, escuro e silencioso. O Cosmos, porém, ainda é muito jovem para que existam anãs negras (a estrela mais velha já observada é a J1808-5104, uma anã branca com idade estimada em 13,5 bilhões de anos).

Mesmo que já estejam lá fora, seriam extremamente difíceis de serem detectadas porque emitiriam pouquíssima radiação. "Se não podemos observá-las no céu, pelo menos podemos vê-las em um computador", disse Caplan.