Supercomputador simula choque destruidor entre 2 planetas

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Imagem: Cosmos Papers/Zoey Peltier
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Os efeitos causados pela colisão de planetas são tanto sinônimo de catástrofe épica no imaginário popular como a base para explicar o surgimento de corpos celestes como planetas (Urano) e satélites (a Lua) nos primórdios dos sistemas solares. Saber o que poderia acontecer quando dois planetas se chocam é o trabalho de uma equipe de astrofísicos e cientistas da computação do Institute for Computational Cosmology (ICC) da Universidade de Durham.

Em mais de 100 colisões épicas entre planetas parecidos com a Terra, os pesquisadores simularam os efeitos e as consequências advindas desse desastre cósmico, principalmente para a atmosfera do corpo atingido.

"Sabemos que as colisões planetárias podem ter um efeito dramático na atmosfera de um planeta, mas esta é a primeira vez que conseguimos estudar em detalhes as amplas variedades desses eventos violentos", disse em comunicado o astrofísico computacional Jacob Kegerreis, principal autor da pesquisa publicada agora no Astrophysical Journal.

3D para simular o fim dos tempos

Foram usados supercomputadores 3D para simular como cada tipo de choque determina a evolução dos planetas impactados. A seguir, confira como Urano foi formado.

"Estabelecemos as bases para prever a erosão atmosférica de qualquer impacto gigante, o que pode nos ajudar a entender a história da Terra como planeta habitável e a evolução dos exoplanetas", explicou Kegerreis.

Uma colisão de raspão de um planeta com a Terra, há 4,5 bilhões de anos, originou a Lua. Segundo as simulações do ICC, um impacto lento e direto teria lançado ao espaço toda a atmosfera do planeta (a perda foi entre 10% e 50%), além de parte do manto. 

Uma colisão direta e em alta velocidade levaria à destruição completa dos dois planetas envolvidos.

"Nossa pesquisa mostra como diferentes tipos de impacto podem ejetar material em qualquer quantidade, levando à destruição de toda a atmosfera e mesmo do planeta, através de uma variedade de mecanismos", explicou outro autor do estudo, o astrofísico da Universidade de Glasgow Luis Teodoro.

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