Detectada na Terra explosão estelar ocorrida há 10 bilhões de anos

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Imagem: Medium / Harvard-Smithsonian Centre for Astrophysics / Reprodução - https://medium.com/@MissKyraFrank/a-neutron-star-collision-67e24e8fb2fd
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Imagine um evento capaz de causar uma explosão 1 quintilhão de vezes mais brilhante do que o Sol. Só para você ter uma melhor noção da magnitude disso, estamos falando de um fenômeno que gerou um “clarão” 1.000.000.000.000.000.000 mais poderoso do que a nossa estrela – e lançou ondas de radiação pelo Universo à velocidade da luz que, bilhões de anos mais tarde, foram detectadas por astrônomos aqui na Terra por puro acaso.

Descomunal

O tal evento foi provocado pela colisão de duas estrelas de nêutrons – que consistem nos menores e mais densos objetos estelares de que se tem notícia – há cerca de 10 bilhões de anos, ou seja, quando o Universo ainda era jovenzinho. Conforme comentamos, a trombada entre os astros resultou em uma explosão absurda, cujo brilho continuou viajando pelo Cosmos por esse tempo todo e foi observado por cientistas quando chegou no nosso planeta.

Explosão viajanteExplosão viajanteFonte:  New Atlas / ESO / L. Calçada / M. Kornmesser / Reprodução 

Na realidade, os astrônomos descobriram o brilho gerado pela colisão na forma de uma explosão curta de raios gama – um fenômeno cósmico conhecido pela sigla SGRB, do termo em inglês short gamma ray burst – detectada pelo observatório espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da NASA.

Vindo de um evento que ocorreu há 10 bilhões de anos – e consistindo na explosão de raios gama mais antiga de que se tem notícia –, é óbvio que o fenômeno chamou bastante a atenção da comunidade científica. Assim, logo após a detecção pelo observatório espacial, astrônomos no comando de telescópios e outros dispositivos espalhados pelo mundo rapidamente focaram seus equipamentos e instrumentos em direção ao brilho.

Baita explosãoBaita explosãoFonte:  Medium / Harvard-Smithsonian Centre for Astrophysics / Reprodução 

Como o próprio nome do fenômeno sugere, se trata de um evento incrivelmente efêmero e foi muita sorte o Neil Gehrels Swift Observatory ter registrado a chegada da SGRB, permitindo que os cientistas reagissem a tempo para acompanhar a sua passagem pela Terra. Isso possibilitou a realização de observações e levantamentos que, por exemplo, revelaram que, pela velocidade em que os raios gama viajaram por nós, a colisão e explosão não levou mais do que um par de horas.

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