Astrônomos observam explosão de uma estrela de nêutrons

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Pela primeira vez, uma estrela de nêutrons foi flagrada absorvendo matéria e liberando uma explosão de raios-x. O fenômeno foi observado por sete diferentes laboratórios, sendo o trabalho conjunto de 15 cientistas de 5 institutos de astronomia.

Astrônomos se questionam sobre a causa das violentas explosões das estrelas de nêutrons há anos. Até os recentes estudos, a fase de explosão dessa estrela nunca havia sido observada por inúmeras razões — dentre elas, limitações tecnológicas. Hoje, a pesquisa comandada pelo PhD Adelle Goodwin gerou frutos e o fenômeno foi flagrada em detalhes.

O processo de absorção durou cerca de 12 dias, exigindo a colaboração de 5 telescópios terrestres e 2 estruturas espaciais para observá-lo. O evento foi capturado em múltiplas frequências, incluindo com sensores de altíssima sensibilidade e detectores de raio-x. Logo depois, a estrela entrou em estado de explosão e lançou jatos de raio-x mil vezes mais brilhantes que o nosso Sol. Antes desse estudo, os cientistas acreditavam que o processo de absorção durava de 2 a 3 dias.

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Segundo o estudo, a liberação dos raios durou semanas e dissipou o equivalente a uma década de iluminação solar em energia. Isso se dá pela característica de um sistema estelar de nêutrons “acumuladores”. Depois de retirar o material de uma estrela antiga, o corpo estelar forma um disco de acúmulo de matéria e nele libera quantidades absurdas de energia.

Os relatórios e os dados produzidos foram aprovados pela Monthly Notices of the Royal Astronomical Society — revista científica sobre astronomia e astrofísica quase bicentenária. Agora, com informações em mãos, os pesquisadores poderão destrinchar a física dessas explosões de raio-x e o comportamento das estrelas de nêutrons.

"Os resultados desse trabalho 'clareiam' a física de um sistema de estrela de nêutrons e, primeiramente, entender como essas explosões são formadas — coisa que tem confundido astrônomos por um bom tempo", disse Dr. David Russel, um dos co-autores da observação e pesquisador da Universidade de Nova Iorque.

Sendo assim, o grupo deve voltar seus esforços para retirar conclusões das imagens dos sensores e das fases do fenômeno.


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