Marte, Júpiter e Saturno desfilarão com a Lua nesta semana

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Imagem: Star Walk / Reprodução - https://starwalk.space/en/news/april-2020-planets-and-moon-before-dawn
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Esta semana está rolando um alinhamento cósmico relativamente raro no qual Marte, Júpiter e Saturno poderão ser vistos passeando ao lado da Lua em noites consecutivas – e o desfile planetário teve início nesta madrugada, 14 de abril, portanto, se você é fã de astronomia, não pode deixar de acompanhar as demais passagens!

Madrugada de quarta

No fim da madrugada desta terça para quarta, será a vez de a Lua desfilar ao lado do Senhor dos Anéis do Sistema Solar. A verdade é que o alinhamento consiste em uma questão de perspectiva, uma vez que o nosso satélite se encontra a mais ou menos 390 mil quilômetros de distância da Terra, enquanto Saturno está a pouco mais de 1,5 bilhão de quilômetros de nós.

Lua e SaturnoLua e SaturnoFonte:  Space.com / Starry Night / Reprodução 

Por conta dessa distância toda, o planeta aparecerá no céu com um brilho de magnitude -2.2, o que não é muito quando comparado à magnitude da Lua, que é de +0,6, o que significa que o nosso satélite contará com um brilho 13 vezes superior ao de Saturno. Ainda assim, será possível identificar uma estrela amarelada no céu passando próximo à Lua – e ela será a mais brilhante nas redondezas do satélite.

O melhor horário para as observações será um pouco antes do amanhecer, a partir do Leste, ou seja, da direção em que o Sol nasce. Aliás, se você tiver um telescópio simples ou um bom par de binóculos por perto, melhor, pois, dependendo da qualidade dos equipamentos, até os anéis poderão ser visualizados!

Madrugada de quinta

Na madrugada de quinta, 15 de abril, será a vez de Marte fazer seu desfile junto à Lua, com melhor horário para observações também perto do amanhecer. Igualmente a Saturno, você deve focar a Leste, e o Planeta Vermelho promete uma aparição bem mais brilhante do que a do Senhor dos Anéis, uma vez que o nosso vizinho contará com uma magnitude +0,6.

Lua e MarteLua e MarteFonte:  Space.com / Starry Night / Reprodução 

Aproveitando que estamos falando nele, Marte se tornará gradualmente mais brilhante no céu ao longo do ano, culminando em outubro, quando ele poderá ser observado com 20 vezes mais brilho do que agora. Isso ocorrerá porque nos próximos meses a órbita do Planeta Vermelho o deixará 800 mil quilômetros mais pertinho da Terra do que a distância média normal, que é de pouco mais de 203 milhões de quilômetros.

Passou, mas ainda dá para ver!

Infelizmente, um dos desfiles já aconteceu nesta madrugada, justo antes do amanhecer, quando a Lua se moveu em direção ao maior planeta do Sistema Solar, Júpiter. Assim como ocorreu com os alinhamentos anteriores, a “aproximação” do nosso satélite ao gigante gasoso consistiu apenas em uma questão de perspectiva, uma vez que ele se encontra a mais de 760 milhões de quilômetros de nós.

Lua e JúpiterLua e JúpiterFonte:  Space.com / Starry Night / Reprodução 

Ainda assim, para aqueles que possuem ou têm acesso a telescópios de boa qualidade, mesmo a uma distância gigantesca como essas, é possível identificar algumas das bandas de Júpiter, assim como o quarteto composto por suas 4 luas de maior tamanho, Io, Europa, Ganímedes e Calisto. E comentamos que ainda dá para identificar porque, embora o desfile de Júpiter já tenha acontecido, a verdade é que os eventos envolvendo os três planetas consiste em uma conjunção planetária, o que significa que eles poderão ser identificados próximos uns dos outros no céu durante a semana – sempre a partir da 1h da manhã.

Evento celesteEvento celesteFonte:  Space.com / Starry Night / Reprodução 

Anote na agenda!

Em dezembro, Júpiter e Saturno serão protagonistas de outra conjunção – uma que ocorre a cada 20 anos, mais ou menos. Mas, desta vez, o alinhamento será especial, já que, em vez de estarem 5,5 graus de distância um do outro no céu noturno, como agora, os dois planetas ficarão a mero 0,1 grau de distância ou o equivalente a 1/5 do diâmetro da Lua. Basicamente, a dupla estará coladinha e poderá ser observada na menor distância relativa registrada desde 1623, então, vale a pena acompanhar.

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