Rússia e Europa adiam viagem espacial devido à epidemia de COVID-19

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A Rússia e Europa optaram por adiar o início da missão ExoMars com destino a Marte, organizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmo. A viagem, que teria como principal objetivo levar o rover Rosalind Franklin, não concluiu a bateria de testes necessária para o lançamento.

“Tomamos uma decisão difícil, mas ponderada”, disse o General Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos — Agência Espacial Federal Russa. O general diz que o planejamento não pode ser respeitado devido às complicações da epidemia do COVID-19. Assim, as organizações espaciais se viram com duas alternativas: abdicar os testes para o lançamento e realizá-lo ainda este ano ou adiá-lo com intuito de prolongar o período de testes.

Em 2019, o cronograma de lançamento da ExoMars sofreu com falhas em 2 testes na utilização de paraquedas. Passado esse período, a época final de testes ficou marcada para 2020 — mesmo ano marcado para o lançamento —, mas as complicações com o novo coronavírus impossibilita a realização das avaliações.

General Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos (Fonte: The Moscow News/Reprodução)General Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos. (Fonte: The Moscow News/Reprodução)Fonte:  The Moscow News 

Então, considerando o altíssimo investimento na realização de viagens espaciais, as organizações espaciais russa e europeia optaram por adiar o início da missão ExoMars para outubro de 2022. “A fase final das atividades da ExoMars ficaram comprometidas pelo agravamento geral da situação epidemiológica nos países europeus”, completou o general, referindo-se à epidemia do COVID-19.

O objetivo da missão era estudar o passado do planeta vermelho e encontrar vestígios da existência de vida extraterrestre. Assim como fez o rover Curiosity, Rosalind Franklin aprofundaria os estudos sobre a vida primitiva em Marte. Para isso, Rosalind conta com brocas para escavação e laboratórios de pesquisa de vida em sua estrutura.

“Queremos ter 100% de certeza de que uma missão será bem-sucedida. Não podemos permitir a ocorrência de margem de erro. Mais atividades de verificação garantirão uma viagem segura e os melhores resultados científicos”, afirma o diretor geral da Agência Espacial Europeia, Jan Worner.

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