Cientistas descobrem o menor dinossauro do mundo

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Pesquisadores da Chinese Academy of Sciences de Pequim descobriram o fóssil do menor dinossauro do mundo. A cabeça de uma espécie parecida com um pássaro foi encontrada em um âmbar de 99 milhões de anos.

Segundo o artigo publicado na revista Nature, essa espécie de dinossauro teria um tamanho semelhante ao beija-flor zumbidor – a menor ave do mundo. Desta forma, a nova descoberta pode indicar que pequenos pássaros possivelmente evoluíram dos dinossauros.

Imagem do âmbar que conservou a espécie desconhecida de dinossauro. (Fonte: Lida Xing/Divulgação)Imagem do âmbar que conservou a espécie desconhecida de dinossauro. (Fonte: Lida Xing/Divulgação)Fonte:  Lida Xing/Divulgação 

Características fora do comum

Batizada de Oculudentavis khaungraae, a nova espécie parece ter se adaptado a diversos desafios durante sua existência. Isso porque os pesquisadores encontraram várias características surpreendentes apenas ao analisar o crânio do animal.

Por exemplo, suas mandíbulas têm vários pequenos dentes. Apesar das aves hoje em dia não possuir dentes, isso já havia sido observado nos fósseis de outros pássaros. Contudo, o dinossauro possui mais dentes do que os animais encontrados anteriormente.

Entretanto, com base na língua fossilizada encontrada, os pesquisadores acreditam que ele era um predador que se alimentava principalmente de invertebrados. Desta forma, a dieta a base de néctar pode ter contribuído para sua miniaturização.

Arte que imagina a real aparência do Oculudentavis khaungraae (Fonte: Han Zhixin/Divulgação)Arte que imagina a real aparência do Oculudentavis khaungraae (Fonte: Han Zhixin/Divulgação)Fonte:  Han Zhixin/Divulgação 

A estrutura ocular também apresenta particularidades. Grande parte das aves vivas tem um anel de ossos em formato quadrado para sustentar os olhos. No entanto, o Oculudentavis possui ossos em formato de colher, traço muito comum em certas espécies de lagartos.

“Os animais que se tornam muito pequenos precisam lidar com problemas específicos, como encaixar todos os órgãos sensoriais em uma cabeça muito pequena ou manter o calor”, explica a pesquisadora chinesa Jingmai O’Connor.

Imagem em 3D mostra detalhes do crânio do Oculudentavis. (Fonte: Li Gang/Divulgação)Imagem em 3D mostra detalhes do crânio do Oculudentavis. (Fonte: Li Gang/Divulgação)Fonte:

Uma joia conservada para estudos

Mesmo conservado em âmbar por milhões de anos, alguns tecidos moles foram preservados com o crânio. Como dito, os pesquisadores encontraram restos da língua do animal. Com isso, eles vão poder encontrar mais dados sobre a biologia do Oculudentavis.

“É o fóssil mais estranho que já tive a sorte de estudar. Adoro como a seleção natural acaba produzindo formas tão bizarras”, revela Jingmai. “Também temos muita sorte que esse fóssil tenha sobrevivido e ter sido descoberto 99 milhões de anos depois”.

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