Em 2018, um homem vestindo luvas e capuz foi acusado de tentar roubar a Carta Magna da Catedral de Salisbury, na Inglaterra. O documento foi assinado em 1215 e representa um tratado de paz. A “Grande Carta” assegurava os direitos dos indivíduos, os direitos à justiça e o direito a um julgamento justo, além de determinar que todos estariam sujeitos à lei, inclusive o próprio rei.
Entenda o caso
No primeiro dia do julgamento, o Tribunal da Coroa de Salisbury informou que Mark Royden, de 47 anos, morador de Canterbury, teria planejado toda a ação criminosa ocorrida no dia 25 de outubro de 2018. Ele teria estudado a planta da catedral e a posição das câmeras de segurança, para poder entrar e sair sem ser visto ou filmado.
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Royden entrou na catedral no final do dia, pouco antes do local fechar. Ele acionou um alarme de incêndio que ficava próximo a um dos banheiros, para distrair os seguranças de Salisbury. O criminoso portava uma blusa (usada como capuz), um par de luvas, um martelo e um par de óculos de segurança.
Segundo a promotoria, Royden tentou quebrar o vidro que protege a Carta Magna, mas foi surpreendido pela resistência do material. Logo em seguida, foi abordado por um funcionário da catedral e por alguns turistas, que o perseguiram.
Tentando fugir, Royden correu por um pátio de mercadorias, mas foi perseguido pelos pedreiros que trabalhavam na catedral. Ele ainda os ameaçou erguendo o martelo, antes de ser dominado.
De acordo com sua declaração à polícia, Royden tinha dúvidas sobre a autenticidade da Carta Magna.
A Catedral de Salisbury afirma que os golpes no vidro de proteção do documento geraram um prejuízo de US$ 18.881, mas Royden nega o crime, assim como ter causado qualquer tipo de dano.
O julgamento continua nos próximos dias.
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