Redes sociais podem piorar depressão em jovens, diz estudo

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Cientistas do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, no Canadá, realizaram um estudo que explica a relação entre o entretenimento digital e o aumento da depressão em adolescentes.

A pesquisa foi elaborada com aproximadamente 4 mil adolescentes canadenses que repassaram seus hábitos sobre o uso de redes sociais, vendo TV, jogando jogos eletrônicos e usando o computador para finalidades diversas. Após 4 anos de estudos, os pesquisadores concluíram que algumas dessas atividades podem elevar os sintomas de depressão entre esse público.

No ano passado, uma análise relacionou o uso excessivo de eletrônicos ao aumento da depressão entre crianças e adolescentes, porém a razão central para o maior índice da doença entre essas pessoas seria a privação do sono. Vale lembrar que outras pesquisas já comprovaram que a falta de sono pode levar a vários problemas de saúde, não importando o motivo pelo qual os indivíduos não estão dormindo o suficiente.

(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Nem toda atividade no PC piora a depressão

Excluindo-se a possibilidade da privação do sono, como no estudo mencionado, a pesquisa do CHU Sainte-Justine constatou que adolescentes que passaram mais tempo em contato com as mídias sociais e a TV tiveram um agravamento nos sintomas da depressão, como se sentir inútil, ficar de mau humor ou pensar em suicídio. O mesmo fenômeno não foi observado entre os jovens que passavam mais tempo jogando.

O estudo foi publicado na revista JAMA Pediatrics, e os pesquisadores explicaram que as mídias sociais e a TV não são, exatamente, os causadores da depressão, mas impactam negativamente os adolescentes que já têm os sintomas da doença. E esse impacto também se relaciona com a frequência de utilização e com o conteúdo. Redes sociais e programas que expõem os usuários à comparação com outras pessoas contribuem para baixar a autoestima.

No caso dos jogos, não houve agravamento da doença, uma vez que normalmente a atividade não gera comparações pessoais entre os usuários e por isso não leva os jovens a se sentirem inseguros.

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