A base foi inaugurada na última sexta-feira, dia primeiro, e fica na zona desértica do platô de Qinghai-Tibet, que possui condições climáticas para simular a superfície marciana. Com 32 hectares de extensão, o parque  tem como objetivo o turismo e instigar o interesse tecnológico da população chinesa. As instalações não serão utilizadas para treinamentos.

A base não trata apenas da vida no planeta vermelho. Pan Guohui, diretor da unidade de cultura e criatividade da China Aerospace Science and Technology Corporation’s disse que o parque possuí até uma simulação de como seria a aterrissagem, e será utilizado para pesquisas. Ao todo existem 160 acomodações e, de acordo com Gao Junling, gerente do projeto, o ambiente estabelece um padrão de como será a arquitetura das futuras instalações chinesas no planeta.  

Pan Gohui disse para a agência chinesa de notícias: “Esta base possibilita meios científicos para a pesquisa estatal em marte, ao mesmo tempo que estabelece e nutre a paixão das próximas gerações”.

Este novo parque também deixa claro as intenções do governo chinês quanto a exploração espacial. Hoje o país possui um rover, Chang’e 4, no lado oculto da lua e mais um será enviado no final deste ano — Chang’e 5. Wu Weiren,  chefe de design do programa de exploração lunar chinês, informou: " Nós já fizemos grandes conquistas nos últimos 60 anos; mas, ainda há uma grande distância das grandes potências de exploração. Precisamos acelerar. No próximo ano, iremos lançar uma sonda a Marte que irá orbitar, aterrissar e explorar o planeta".