O cerebelo foi desativado e substituido por um eletrônico (Fonte da imagem: The Geek Book)

Um rato foi motivo de comemoração na comunidade científica nesta semana. O animal tinha funções motoras reduzidas por causa da anestesia proposital no cerebelo, restauradas com a adição de um implante sintético. A conquista foi revelada na revista New Scientist no dia 27 de setembro.

O cerebelo é uma parte do cérebro que, entre outras funções, coordena e temporiza ações motoras. Isso, aliado ao fato de que a estrutura celular da região é extremamente simples comparada ao restante do órgão, tornou-o uma parte bastante promissora para a pesquisa de restauração de ações.

“Nós conhecemos algumas de suas funções e sua anatomia quase perfeitamente”, diz o pesquisador Matti Mintz, da Universidade de Tel Aviv (em Israel). Esse conhecimento foi importante para produzir um dispositivo que pudesse interpretar os sinais de entrada enviados pelo cerebelo e devolver sinais elétricos para outras partes do cérebro, comandando os movimentos perdidos.

Para o experimento, os cientistas anestesiaram o animal e desabilitaram o cerebelo antes de ligar o cérebro à versão sintética dele. A partir daí, os pesquisadores tentaram ensinar um simples reflexo condicionado ao rato – o ato de piscar – usando uma lufada de ar acompanhada por um apito.

Ao tentar o experimento sem o chip conectado, o rato era incapaz de aprender a resposta. Ao conectá-lo ao dispositivo, no entanto, o rato conseguiu prever a lufada de ar quando o apito tocou, fechando o olho mesmo sem o vento em sua órbita ocular.

A previsão dos cientistas é que esse tipo de implante se desenvolva e chegue ao nível apresentado em jogos como Deus Ex: Human Revolution, não só restaurando habilidades, mas expandindo a percepção humana além dos limites impostos pela nossa evolução.

 

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