(Fonte da imagem: Science Daily)

Cientistas da Universidade de Washington desenvolveram uma nova forma de transistores cuja comunicação se dá através de prótons no lugar dos elétrons tradicionais. A nova tecnologia abre precedentes para o desenvolvimento de dispositivos capazes de se comunicar mais facilmente com organismos de seres vivos.

O desenvolvimento de aparelhos que interagem de alguma forma com organismos vivos não é nenhuma novidade, como bem provam as próteses disponíveis atualmente. Porém, como aparelhos eletrônicos se comunicam através de prótons, sempre houve grande dificuldade em traduzir os sinais enviados pelo corpo humano, que utiliza prótons e íons para o envio de mensagens.

Segundo o autor principal do projeto, Marco Rolandi, a equipe de pesquisadores conseguiu desenvolver um biomaterial capaz de conduzir prótons de forma eficiente e que possui potencial para permitir interações com organismos vivos. O dispositivo criado pela equipe se trata de um transistor de efeito de campo, e possui tamanho de somente 5 microns, 20 vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo humano.

Grandes possibilidades

A novidade usa como base uma forma modificada de quitosano, elemento extraído do exoesqueleto de crustáceos. O material tem como principal vantagem ser compatível com organismos vivos, além de possuir um processo de fabricação bastante desenvolvido, capaz de gerar grandes quantidades de matéria prima.

O protótipo desenvolvido pelos cientistas usa o silício como base, o que o torna seu uso incompatível com seres humanos. Porém, desenvolvimentos futuros da tecnologia podem gerar uma versão capaz de ser implantada diretamente no corpo de uma pessoa, com o objetivo de controlar ou até mesmo realizar diretamente alguns processos biológicos.

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