A missão Hayabusa2 já está enviando à Terra imagens da superfície do asteroide Ryugu. O registro foi apresentado pouco tempo depois de a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (Japan Aeroespace Exploration Agency/Jaxa) confirmar que a espaçonave lançou com sucesso uma carga útil chamada Minerva II-1. Com aparência semelhante à de um barril, ela foi responsável por liberar os rovers Minerva-II1A e Minerva-II1B, que pousaram separadamente no espaço. As imagens captadas por eles são parte inicial de uma missão cujo objetivo é recolher dados do asteroide.

De início, foram registradas diversas fotos do terreno do asteroide, incluindo algumas em close-up e de alta resolução. A Jaxa também fez um vídeo com uma coleção de 15 frames da superfície do asteroide, captados em 23 de setembro durante um pouco mais de 1 hora. Veja o resultado a seguir.

Ambos os robôs foram construídos em formato próximo ao de uma roda e com motores que ajustam seu peso para que possam “saltar” sobre a superfície. Dessa forma, sua locomoção é mais adequada para a pouca gravidade de Ryugu, resultante de seu pequeno espaço de aproximadamente 900 metros de largura. Isso porque, se seguissem o mesmo padrão dos veículos de exploração espacial, como Curiosity ou Opportunity, acabariam flutuando no corpo celeste. Para fazer mapeamento e enviar dados do asteroide, eles também foram equipados com múltiplas câmeras e sensores de temperatura.

A missão Hayabusa2 está apenas começando. Ainda neste mês, deve levar até Ryugu a sonda Mascot, construída em colaboração com o Centro Espacial Alemão (CEA). Ela possui mecanismos semelhantes aos dos demais rovers, no entanto seu maior objetivo será apresentar dados sobre a parte geológica do asteroide. A aeronave ainda deve liberar adiante outros robôs do modelo Minerva.

As demais fases devem acontecer em 2019 e serão responsáveis pela coleta de amostras do asteroide. Para isso, serão levados projéteis que criarão pequenas explosões para facilitar a retirada de material que esteja tanto acima quanto abaixo de sua camada superficial. A Jaxa espera obter pelo menos 100 miligramas desse conteúdo para análise.