Bill Gates não é conhecido apenas por ser um dos cocriadores da Microsoft, mas, também, por sua atuação filantrópica por meio da Fundação Bill e Melinda Gates. Em entrevista ao jornal The Telegraph, o bilionário revelou que suas grandes preocupações no momento envolvem possíveis ameaças à saúde global e ao futuro do planeta.

Gates cita especificamente três frentes de saúde nas quais ele direciona a sua atenção para ajudar o mundo a encontrar soluções: o aumento da resistência a antibióticos, os cortes de financiamentos para melhorias na saúde de países pobres e o possível surgimento de uma doença de impacto global.

“Não estamos totalmente preparados para a próxima pandemia global”, comenta o bilionário. “A ameaça de um patógeno — altamente contagioso, letal e veloz — é real. Ele poderia ser uma mutação da gripe ou algo completamente diferente. Os surtos de Grupe Suína e de Ebola, em 2014, ressaltaram essa ameaça.”

Superpopulação

Além dos três tópicos de saúde global, Bill Gates se mostra preocupado também com a explosão populacional nos países mais pobres da África, o que poderia desencadear mais questões de saúde, instabilidade política, miséria e conflitos nesses locais. A previsão apontada no último relatório de sua fundação é de que, em 2050, tais países tenham dobrado a sua população.

“O surpreendente aqui é que, se os demógrafos que geralmente estão corretos nesse tema estiverem certos sobre a África, iremos de 1 bilhão [de pessoas] atualmente para 2 bilhões na metade do século e, então, para 4 bilhões no fim do século”, comentou o ex-presidente da Microsoft.

Gates cita, porém, que a saída não deve ser uma política ferrenha de controle de natalidade como aquelas vistas na China e na Índia, os dois países mais populosos do mundo. A saída vista por ele passa por oferecer mais meios de controle de natalidade para a própria população, além de garantir educação e empoderamento para as mulheres e melhorias econômicas.

“Você não quer viver em um lar pobre”, comentou. “Mas ser uma mulher em um lar pobre é particularmente ruim, e isso é verdade em qualquer lugar do mundo”, complementou Bill Gates.