NASA anunciou recentemente os nomes dos integrantes das equipes que farão os primeiros testes tripulados das novas cápsulas espaciais da SpaceX e da Boeing. As estruturas devem ser exploradas no lançamento de voos comerciais até a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), no Commercial Crew Program. Depois de algum atraso, a companhia espacial de Elon Musk agora anuncia os voos experimentais com astronautas para abril de 2019.

Previsão é mais otimista que a estimativa mais recente do governo estadunidense

A SpaceX e a Boeing têm trabalhado para a certificação de suas espaçonaves há anos. A Boeing sofreu recentemente um revés com sua cápsula CST-100 Starliner, após os motores de hidrazina da cápsula terem vazado no teste de queima. A empresa diz que corrigiu o problema, mas vai precisar de análises adicionais — e isso causou, digamos, um prolongamento no cronograma.

Já as avaliações com a Dragon 2, da SpaceX, foram melhores. O CEO Elon Musk e a COO Gwynne Shotwell garantiram que o calendário continua sendo cumprido à risca e um voo não tripulado para a ISS está programado para novembro deste ano, assim como o tripulado está confirmado para abril de 2019.

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Essa informação na verdade vai contra a previsão mais recente do governo estadunidense. O Government Accountability Office (GAO) divulgou em julho, uma análise sem esperanças de voos tripulados da Boeing ou da SpaceX em 2019. A estimativa era de que tanto o Dragon 2 quanto o CST-100 Starliner estivessem prontos somente em agosto de 2020.

NASA quer acelerar voos porque pode ficar sem acesso à ISS em 2019

De qualquer forma, a notícia vem em boa hora para a NASA, que não vê a hora de poder utilizar o Commercial Crew Program. Desde o final do programa Space Shuttle, em 8 de julho de 2011, os norte-americanos dependem de assentos comprados nas naves russas impulsionadas pelos foguetes Soyuz — o que custa US$ 80 milhões por viagem até a ISS.

A última passagem comprada pela NASA nos veículos Soyuz está agendada para o final de 2019 e ela aposta nos projetos da SpaceX e da Boeing para continuar com seus planos de exploração espacial nos próximos anos. Atrasos para além da próxima temporada poderia significar um tempo precioso para os calendário da agência espacial norte-americana.