Ninguém discute que os mosquitos são alguns dos insetos mais desagradáveis para os humanos — principalmente em épocas quentes, quando as picadas deixadas por eles se tornam bem incômodas. Além disso, os mosquitos são responsáveis por diversas doenças, incluindo a malária.

Para combater a doença, a ideia dos pesquisadores da companhia Oxitec, especializada em biotecnologia, é se unir à Fundação Gates para criar mosquitos que ajudem no combate da doença. “Como assim?”, você deve ter pensado. Bem, o projeto pretende modificar os insetos geneticamente para evitar a proliferação da malária.

Assim, mosquitos geneticamente modificados podem ser eficientes, uma vez que a ideia é que eles se reproduzam com fêmeas selvagens, que carregam o vírus. Na prática, isso significa que os filhotes teriam genes específicos, sendo que as fêmeas morreriam antes de se tornarem aptas a morder pessoas  afinal, vale lembrar que apenas elas mordem e transmitem a malária. Ainda, esse mesmo processo poderia ajudar no combate ao Zika vírus.

Tudo indica que os mosquitos devem estar prontos para os primeiros testes em campo no outono de 2020, mas o problema é que a empresa encontrou alguns obstáculos, como resistência ao projeto pelo fato de estar trabalhando com técnicas de engenharia genética.

Residentes locais e organizações ambientais já haviam votado contra esse projeto em 2016, alegando que não há como saber os impactos que as modificações dos mosquitos poderiam causar no ecossistema terrestre. Entretanto, o biólogo Tony Nolan aponta que ninguém fará grandes mudanças no ambiente se a iniciativa tiver sucesso, uma vez que há diversos mosquitos que podem compensar o aspecto ambiental.