Se você é fã de astronomia, então já deve ter ficado maravilhado com mais de uma imagem capturada pelo telescópio espacial Hubble — que se encontra em missão desde os anos 90. No início, o equipamento apresentou uma série de problemas que quase puseram a perder todo o esforço e investimento bilionário feito para colocá-lo no espaço. Mas tudo foi solucionado e, desde então, o ilustre telescópio vem brindando a humanidade com vislumbres espetaculares do Universo.

Recentemente, o pessoal da Agência Espacial Europeia — ESA — divulgou uma nova leva de imagens capturadas pelo Hubble e, como já era de se esperar, elas são belíssimas. Mais especificamente, segundo Linda Smith, da ESA, os registros revelam estruturas cósmicas presentes no Universo local, como galáxias e “maternidades” estelares, insto é, lugares onde ocorre a formação de estrelas.

Catálogo estelar

As imagens fazem parte de um levantamento chamado LEGUS — de Legacy ExtraGalactic UV Survey — focado em capturar os detalhes de 50 galáxias situadas a uma distância de até 60 milhões de anos-luz da Terra. Esse estudo, aliás, deu origem a um catálogo que reúne cerca de 8 mil agrupamentos estelares e 39 milhões de gigantes azuis, que consistem em estrelas muito quentes e brilhantes com massas 18 vezes superiores à do nosso Sol.

Galáxia brilhanteBraços em espiral da galáxia NGC 6744 (Agência Espacial Europeia)

É importante esclarecer que, embora o Hubble capture imagens extraordinárias — e tenha registrado algumas que mudaram a história da astronomia —, as fotos que você vai ver logo mais foram processadas por um time internacional de cientistas.

O telescópio, que é capaz de “enxergar” em detalhe a luz visível e a infravermelha, registrou as imagens por meio de seus instrumentos Wide Field Camera 3 e Advanced Camera for Surveys (em tradução livre, câmera grande angular 3 e câmara avançada para pesquisas, respectivamente) e, mais tarde, os astrônomos trabalharam nos dados transmitidos pelo Hubble para criar as fotos.

Galáxia azuladaPartes da Messier 106 (Agência Espacial Europeia)

Outra coisa importante a mencionar é que os cientistas não processam as imagens obtidas pelo Hubble só para alegrar os nossos olhos e nos deixar maravilhados. O processamento dos dados permite que eles descubram uma porção de coisas sobre o cosmos — e, no caso do LEGUS especificamente, os pesquisadores puderam obter informações detalhadas sobre a idade de estrelas e seus agrupamentos e entender melhor como o ambiente influencia o desenvolvimento e evolução desses astros e das galáxias. Veja mais:

Galáxia lindaOnda de estrelas em formação na Messier 96 (Agência Espacial Europeia)

Formação estelarLocais de formação de estrelas em DDO 68 (Agência Espacial Europeia)

Constelação de LeãoMessier 66, na direção da constelação de Leão (Agência Espacial Europeia)

Galáxia anãGaláxia anã UGCA 281 (Agência Espacial Europeia)

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Divulgaram novas imagens capturadas pelo Hubble — e elas são lindíssimas via Mega Curioso

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