O áudio que você pode ouvir logo mais foi registrado em abril de 1885, e consiste em uma das gravações mais antigas da História. Nele, se você apurar um pouquinho o ouvido, é possível ouvir uma voz masculina — e o dono dela é ninguém menos que Alexander Graham Bell. Ouça a seguir:

Viagem no tempo

Segundo contou Cristian Cruz, do site espanhol XatakaGraham Bell fundou um laboratório chamado Laboratório Volta, em Washington, nos EUA, com o objetivo de aprimorar a gravação e transmissão de som realizada por Thomas Edison em um fonógrafo poucos anos antes. O propósito, na verdade, era o de documentar os avanços nos experimentos e evitar brigas futuras pelo direito de patentes — algo bastante prudente, especialmente em se tratando de possíveis tretas com Edison.

Alexander Graham BellAlexander Graham Bell (Biography)

 Então, Bell, em parceria com seu primo, Chichester Alexander Bell — que era cientista — gravou o áudio que você ouviu acima e guardou a gravação no Instituto Smithsonian, juntamente com uma porção de projetos e protótipos relacionados com o desenvolvimento de uma engenhoca chamada grafófono, que era uma versão melhorada do fonógrafo de Thomas Edison.

Material de Graham Bell(Xataka)

No áudio, que é bem ruinzinho comparado à qualidade cristalina de som que a tecnologia atual permite capturar, é possível ouvir Bell explicar que a gravação foi feita por ele na presença do Dr. Chichester A. Bell. Basicamente, o inventor diz seu nome, o de seu primo, a data e o lugar em que o áudio foi registrado, incluindo o endereço do local, e finaliza com algo como “e dou fé de que esta é a minha voz”.

No entanto, o áudio que você escutou não foi reproduzido diretamente a partir do disco gravado por Graham Bell há 133 anos. Como a reprodução de artefatos tão antigos pode danificá-los, segundo Cristian, o pessoal do Instituto Smithsonian usou um sistema de gravação que consiste em uma câmara com detecção de profundidade capaz de analisar e interpretar as ranhuras que existem nos discos.

Gravação de material antigo(Xataka)

O que esse sistema faz é fotografar cada milímetro dos discos e criar uma imagem tridimensional de sua superfície — e esta imagem, por sua vez, é processada e permite que o som gravado seja reproduzido, como se estivesse sendo tocado em seu aparelho reprodução de som original. Fascinante, você não acha? Confira outra dessas antigas gravações a seguir:

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