Quem acompanhou a evolução dos foguetes da SpaceX, uma das empresas licenciadas para carregar cargas para a NASA da Terra até o espaço, poderia imaginar que o custo de suas viagens iria diminuir – ou pelo menos eles manteriam o mesmo preço por transporte, mas lucrariam mais. Acontece que a NASA publicou um relatório falando sobre a segunda fase de contrato com as companhias que levam coisas para a ISS e a agência espacial norte-americana vai ter que desembolsar um dinheiro extra no futuro próximo.

A NASA vai diminuir em seis toneladas a quantidade de cargas enviadas e o preço total, final, calculando por quilo, vai aumentar 14%

O contrato de reabastecimento comercial da ISS, chamado CRS-2, vale de 2020 até 2024 e envolve três empresas: Orbital ATK, Sierra Nevada e a famosa SpaceX de Elon Musk. Na primeira fase de reabastecimento a grande vantagem da SpaceX era o preço – muito mais barato que sua concorrente Orbital ATK. Assim, a empresa de Musk é responsável por 20 dos 31 voos levando cargas para a ISS que já aconteceram e ainda vão acontecer até 2020.

Preço nas alturas

Porém, para a próxima fase e o contrato renovado, a SpaceX vai aumentar seus preços em 50%, chegando ao valor de US$ 228 milhões, ou R$ 788 milhões por decolagem. A Orbital ATK, no entanto, vai baixar o custo de seus voos para US$ 223 milhões, ou R$ 771 milhões, pela primeira vez mais baixo do que o da empresa de Musk, que perde sua vantagem de barateira. Com isso, a NASA vai diminuir em seis toneladas a quantidade de cargas enviadas e o preço total, final, calculando por quilo, vai aumentar 14%.

Ainda assim, o uso de empresas privadas para realizar os lançamentos continua sendo mais vantajoso do que se a NASA usasse seus dispositivos próprios para enviar carga para a ISS.

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