Taí uma ideia que se viesse de qualquer outra pessoa poderia soar, no mínimo, como zoeira: o uso de uma quantidade muito grande de balões como forma de atenuar e posicionar corretamente foguetes durante a reentrada na atmosfera terrestre. Quem pensou nisso foi nada menos que Elon Musk, na tentativa de criar uma alternativa para que sua companhia espacial, a SpaceX, possa reutilizar melhor os projéteis.

“Isso vai parecer loucura, mas… A SpaceX vai tentar trazer a parte superior de um foguete em velocidade na órbita usando monte de balões”, afirmou, em uma série de tweets que falam a respeito. Os Falcon 9 são compostos por duas partes, das quais a superior é utilizada para ajudar no impulso, enquanto a inferior conta com motores e trens de pouso, o que torna muito mais fácil as manobras de retorno.

Aliás, é justamente pelo fato do segmento inferior ter essa estrutura é que ele pôde retornar com sucesso em 23 ocasiões e ser reciclado 11 vezes. Logo que começou a falar sobre isso, muita gente se interessou e, claro, teve também a galerinha que não perdoou — e até fez graça, lembrando do filme “Up — Altas Aventuras”.

Balões “têm um bom formato para suportar tensões”

A escolha pelos balões, segundo Musk, seria porque eles “têm um bom formato para suportar a tensão que o estágio de um foguete resiste durante sua descida supersônica ao retornar para a Terra”. As bexigas em conjunto seriam “ótimas para criar um objeto gigante que mantém a sua forma em todas as fases Mach e diminui o coeficiente balístico em 2 ordens de magnitude”.

Vale destacar que um sistema semelhante já foi usado anteriormente pela NASA para tentar conduzir a reentrada de satélites

O bilionário inventor sua-africano disse que a SpaceX já traz as partes superiores dos Falcon 9 de volta, entretanto, elas são intencionalmente descartadas no Oceano Pacífico para não se tornarem lixo espacial. Com a nova ideia, seria possível redirecioná-las, para que ficassem bem próximas do Sr. Steven, o navio da companhia responsável pela coleta de destroços no mar.

Vale destacar que um sistema semelhante já foi usado anteriormente pela NASA para tentar conduzir satélites e naves durante suas reentradas. A agência espacial norte-americana também conduziu experimentos com escudos infláveis em forma de disco, com o objetivo de pousar em Marte. Caso dê certo, isso pode significar uma economia muito grande e baratear ainda mais os futuros voos pela órbita terrestre.