Bombeiros são reconhecidos profissionalmente em qualquer lugar do mundo, dada sua importância para a sociedade. Seja para salvar pessoas em um incêndio ou mesmo um gatinho que não consegue descer de uma árvore, seus serviços são essenciais. Mas, como seres humanos, possuem limitações que os impede de agir em determinadas situações, como entrar em um prédio prestes a desmoronar ou em uma área que sofreu um acidente nuclear. Para isso, estão sendo desenvolvidas soluções baseadas em tecnologia.

DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency, ou Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), agência norte-americana, promoveu até 2015 um desafio de robótica para que fossem desenvolvidos robôs capazes de executar tarefas complexas em ambientes degradados e perigosos. Através de diversos incentivos, equipes do mundo inteiro competiram por um prêmio em dinheiro — dentre elas estava o Instituto Italiano de Tecnologia (IIT).

Robô em sua primeira versãoRobô em sua primeira versão

Eles desenvolveram o Walk-Man, robô humanoide que competiu no desafio e que, desde sua concepção, está sendo aprimorado para uso em situações reais de perigo. A última versão possui uma nova estrutura feita com uma liga de alumínio e magnésio, com o uso de titânio em algumas regiões, fazendo com que ele pese somente 102 kg. Foram eliminados 31 kg em relação à primeira versão, tornando-o mais ágil e com um melhor controle do equilíbrio.

Versão atualizadaVersão atualizada

Foi utilizada uma nova bateria de 1 kWh, menor que a anterior, mas que com a melhora na eficiência geral o permite funcionar por 2 horas. Essa diminuição, aliada à implantação de novos controladores da parte superior do corpo, fizeram com que ele ficasse mais esguio, tornando mais fácil a passagem por portas.

Versão final

Outra grande colaboração para seu uso foi a implantação de uma mão biomórfica chamada 19-DoF, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Pisa. Ela pode segurar uma grande variedade de objetos, e seus braços têm força suficiente para segurar um objeto de 10 kg por mais de 10 minutos.

Ele foi colocado à prova em um ambiente controlado, simulando uma indústria atingida por um terremoto, criando pontos de incêndio e tendo gás liberado — uma situação para a qual um bombeiro não seria enviado para procurar sobreviventes, devido aos altos riscos, mesmo com o uso de equipamentos de proteção.