Durante uma palestra na Campus Party 2018, o neurocientista Greg Gage (famoso por seu projeto de "controle remoto de baratas") falou para o público um pouco mais sobre as similaridades entre o sistema nervoso de uma barata e as estruturas que compõem os neurônios humanos.

Pois é, há um pouco de barata em cada um de nós, mas esse não é o ponto principal aqui. Pouco após a apresentação, pudemos conversar com o cientista por alguns minutos e ouvimos algumas ideias bem interessantes. Fizemos um resumo para ilustrar essas questões e você pode conferir agora mesmo.

Greg e seu timeGreg e seu time

O ensino da tecnologia está mudando de palco

Quando perguntamos sobre a velocidade dos avanços de redes neurais, Greg Gage foi bem enfático ao dizer que observa uma mudança clara na forma como o ensino da tecnologia vem sendo passado às pessoas. Ele lembra que algumas décadas atrás era necessário o acesso às universidades e às bibliotecas para isso, mas hoje a troca de informações acontece de um modo muito mais virtual.

A tecnologia está decolando dos ambientes offline e chegando aos espaços virtuais

"Eu vejo que hoje os estudantes estão pesquisando e aprendendo com artigos escritos por engenheiros da Google e do Facebook; chegando nas salas de aula e sabendo mais do que alguns de seus professores. (...) A tecnologia está decolando dos ambientes offline e chegando aos espaços virtuais".

"É uma época ótima para ser neurocientista"

Magnatas da tecnologia como Elon Musk e Jeff Bezos e empresas como Facebook e IBM estão investindo quantias consideráveis de dinheiro em sistemas de inteligência aritificial e interfaces "brain-machine", que são sistemas de transmissão de impulsos do cérebro humano para dispositivos digitais (emulados ou físicos).

Cérebro

Greg Gage relembra isso e diz que isso faz com que estejamos em "uma época ótima para ser neurocientista". Os avanços vistos na comunicação entre pessoa e máquina estão acelerados e gerando resultados incríveis. Melhor que isso? Só se fosse possível perfurar crânios para melhorar a captação do sinal. "Mas acho que ninguém ia querer ser cobaia nisso", brincou ele.

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O neurocientista ainda falou um pouco sobre os experimentos com baratas e sobre os avanços da ciência na forma como estudamos o cérebro humano. E para quem quer saber mais sobre cérebros digitais, a IBM está na Campus Party com uma série de desafios bem legais com chatbots, inteligência artificial, programação e muito mais. Confira neste link.