O norte-americano excêntrico que pretendia se lançar ao céu em um foguete a vapor construído por ele mesmo no último fim de semana teve seu voo cancelado. Mike Hughes não pôde realizar o evento porque ele não tinha uma licença federal para o lançamento em uma área pública do deserto Mojave, no estado da Califórnia, EUA.

Hughes chegou a comentar com a imprensa que havia recebido uma “autorização verbal” do governo para lançar seu foguete há mais de um ano. Contudo, parece que os órgãos responsáveis não estavam cientes disso. “Alguém do nosso escritório local entrou em contato com ele depois de ver alguns desses artigos sobre o lançamento, porque isso era novidade para eles”, disse Samantha Storms, porta-voz do departamento de gerenciamento de terras dos EUA, ao The Washington Post.

Precisamos de três dias para montar tudo… Você sabe, não é fácil porque não é uma coisa que deveria ser fácil

Além dessa dificuldade, o motor do motor-home que levaria o foguete até o deserto em questão na Califórnia teria parado de funcionar bem no dia em que Hughes pretendia iniciar sua viagem ao local do lançamento.

“Eu não vejo o lançamento acontecendo até mais ou menos terça-feira (28), honestamente. Precisamos de três dias para montar tudo… Você sabe, não é fácil porque não é uma coisa que deveria ser fácil”, disse o engenheiro de foguetes amador.

Patrocinado

O voo de Hughes foi patrocinado em parte pela comunidade de terraplanistas, que o ajudou a arrecadar US$ 8 mil dos US$ 20 mil necessários para construir o foguete com metal reutilizado. Por conta disso, ele pretendia tirar fotos da Terra — a partir do ponto mais alto de sua viagem — a fim de provar que vivemos em um disco e não em uma esfera (spoiler: é uma esfera).

O interessante, entretanto, é que ele pretendia fazer isso com um voo de apenas 1,6 km, cujas melhores estimativas apontavam para uma altitude máxima de 550 m. Não se sabe, entretanto, se haveria alguma forma confiável de fazer a medição.

O lançamento agora deve ser feito em uma área particular para que não seja necessária uma licença federal. Não sabemos se uma transmissão ao vivo no YouTube ainda será feita, como prometido incialmente.

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