Boeing anunciou um novo concurso tecnológico para incentivar a pesquisa e execução de projetos em “aviação pessoal”. Para tal, a empresa vai premiar com US$ 1 milhão — o equivalente a R$ 3,19 milhões na cotação atual — a pessoa que conseguir criar uma máquina voadora para uma pessoa que alcance, no mínimo, 32 km de autonomia.

Isso quer dizer que o aparelho deve ser pilotado pelo ocupante e precisa conseguir percorrer pelo menos 32 km sem reabastecer ou recarregar as baterias. Não parece haver nenhuma restrição quanto à velocidade ou altitude mínimas, o que garante que vários dispositivos diferentes possam concorrer. Entretanto, as máquinas voadoras do concurso precisam decolar e pousar verticalmente, basicamente como drones ou helicópteros. Dessa maneira, jetpacks tradicionais ficam de fora.

Projetos que talvez se encaixariam nessas condições da Boeing já existem por aí. O britânico Richard Browning, por exemplo, tem trabalhando em um traje voador que utilizada múltiplas pequenas turbinas nas costas e nos braços do condutor. Com isso, ele consegue bastante estabilidade e controle sobre o voo, mas não tanta altitude quando os criadores da Flyboard.

Esse segundo equipamento é basicamente um skate voador que, por enquanto, tem sido testado apenas acima da água por questões de segurança. Inicialmente, ele ainda parece bastante versátil, mas toda a propulsão fica abaixo dos pés do piloto, o que pode limitar as possibilidades de voo em um cenário onde essa tecnologia poderia estar funcionando mais rápido.

Seja como for, não há informações sobre a autonomia de nenhuma dessas duas ideias. Ou seja, existe a possibilidade de que nenhuma consiga ultrapassar a barreira dos 32 km sem recarregar ou reabastecer. Além disso, ambos os projetos já receberam injeção de dinheiro muito maiores do que o prêmio que a Boeing vem oferecendo. Portanto, para eles, pode simplesmente não valer a pena concorrer.

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