Um dos responsáveis pela criação de uma das maiores empresas de tecnologia relatou recentemente ter encontrado um item de enorme valor histórico: os destroços do USS Indianapolis. A embarcação de guerra norte-americana, segundo o co-fundador da Microsoft Paul Allen, foi encontrada por sua expedição de pesquisa a 5,5 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, após mais de 70 anos de seu naufrágio.

Para quem não sabe da história, o USS Indianapolis teve um papel extremamente importante na Segunda Guerra, ao entregar para um campo de pouso na ilha Tinian a primeira bomba atômica – que foi derrubada em Hiroshima apenas dias depois. No entanto, o navio foi vítima de um ataque de torpedospor parte de um submarino japonês em 30 de julho de 1945, que fez com que a embarcação tombasse e afundasse.

Como se não bastasse a morte de 300 marinheiros que estavam no interior da embarcação e o fato de os outros 1.196 membros da tripulação ficarem à deriva em um mar infestado de tubarões, o ataque passou completamente despercebido pelos EUA. Quando foram descobertos por um avião que voava próximo ao local, só 316 sobreviventes restavam. Temos então o incidente com o maior número de perdas da Marinha norte-americana até hoje.

Restos encontrados

Em seu anúncio, vale notar, a equipe de Paul explica que boa parte de seus resultados se devem à informações trazidas pelo historiador Richard Hulver em 2016, que sugeriam uma nova área de busca posicionada em um local à oeste daquele presumido originalmente. Junto disso, também tivemos a utilização do Petrel – um poderoso sistema de exploração subaquática que foi equipado com aparelhos de ponta para chegar a até 6 mil metros de profundidade.

Você pode conferir os registros dos destroços encontrados por eles nas imagens abaixo:

É importante avisar, por fim, que Allen ainda tem planos de continuar colaborando com as autoridades da Marinha em suas operações de busca relacionadas ao USS Indianapolis.

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