Se os Estados Unidos investiu US$ 12,9 bilhões num porta-aviões recheado com tecnologias, a Rússia não deixou por menos e anunciou que está trabalhando no desenvolvimento de mísseis equipados com inteligência artificial.

Boris Obnosov, CEO da Tactical Missiles Corporation, falou durante um evento voltado para tecnologias aéreas em Moscou que o desenvolvimento dos mísseis com IA foram baseados em ações norte-americanas na Síria.

“Nós vimos esse exemplo e os americanos usaram isso na Síria, quando é possível redirecionar os mísseis para os alvos. O trabalho nessa área ainda está sendo feito. É um campo muito sério em que pesquisas fundamentas são necessárias. Por enquanto, alguns sucessos são possíveis, mas ainda precisamos trabalhar por vários anos para alcançar resultados específicos”, explicou.

Míssil Tomahawk sendo disparado de um cruzador norte-americano

O exemplo que Obnosov se refere é dos mísseis Tomahawk norte-americanos: foram 59 lançados na Síria recentemente. Eles podem ser redirecionados e conseguem manter uma altitude relativa ao solo estável, mas não são equipados com um sistema inteligente que permite que eles escolham seus alvos ou algo parecido.

A notícia acompanha o anúncio da empresa Kalashnikov, que está trabalhando em sistemas autônomos de armas leves para uso militar. A preocupação aqui é que, basicamente, estamos dando as armas a capacidade de escolher e eliminar seus alvos – se por um lado isso evita que civis sejam alvejados, também é um combustível significativo para a paranoia de que as máquinas podem se rebelar e transformar todo e qualquer humano em alvo.

Um dos robôs do grupo Kalashnikov

Mais preocupante que isso, no entanto, é que a criação de armamento associado à Inteligência Artificial está acontecendo sem qualquer tipo de regulamentação.

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