Os Estados Unidos tem um novo porta-aviões e ele se chama USS Gerald R. Ford, que foi comissionado no último sábado e se tornou a primeira embarcação do tipo a ostentar um novo desenho em 40 anos. Ele inaugurou a classe Ford de porta-aviões da marinha norte-americana e vem com um pacote de inovações que ajudaram a fazer com que os custos alcançassem US$ 12,9 bilhões.

O nome foi inspirado no presidente Gerald Ford e o navio foi descrito pelo atual presidente Donald Trump como “uma mensagem de 100 mil toneladas ao mundo”. Embora ele pareça bem convencional por fora, são as tecnologias do USS Gerald R. Ford que mostram como os EUA acreditam que será o papel desse tipo de embarcação nos conflitos no futuro.

O porta-aviões é movido por um reator nuclear que é três vezes mais potente que os presentes em veículos similares da classe Nimitz. Com mais energia, o navio pode fazer uso, por exemplo, da railgun que foi apresentada recentemente pela marinha dos Estados Unidos.

Outro aspecto que é beneficiado pela energia extra é a plataforma de lançamento de caças: o dispositivo que auxilia na decolagem, antes impulsionado com a ajuda de um sistema a vapor, agora vai contar com eletromagnetismo. O Electromagnetic Aircraft Launch System (EMALS) vai permitir que aeronaves mais pesadas decolem do porta-aviões e fará isso de forma mais progressiva.

A parte de radar, um dos itens essenciais em uma embarcação desse tipo, vai operar em duas frequências de forma simultânea, permitindo a identificação mais rápida e precisa de aviões e mísseis em baixas altitudes. O sistema, no entanto, pode ser trocado no próximo porta-aviões da classe Ford, que poderá usar um sistema chamado de Enterprise Air Surveillance Radar.

Para finalizar, na parte estrutural o veículo contará com campos eletromagnéticos em vez de cabos para subir e descer as plataformas de movimentação de armas – o que, por sua vez, acaba reduzindo os custos de manutenção do porta-aviões.

A produção do CVN-78, como também é conhecida a embarcação, começou em 2005. O navio veio para substituir o USS Enterprise, que operou durante 51 anos até ser aposentado em 2012. O USS Gerald R. Ford, por sua vez, deve sair para sua primeira missão em 2020.