(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Lá na década de 1990, os celulares eram muito parecidos: tijolos com botões numéricos e pequenos visores que milagrosamente realizavam ligações.

O tempo passou e os modelos evoluíram. Eles ganharam flips, telas coloridas, teclados com letras e novas funções, que iam desde as mensagens de texto até a navegação em uma web rudimentar. O peso diminuiu e as baterias melhoraram consideravelmente.

O mundo dos telefones móveis só mudou realmente com a chegada do iPhone. Um esquema completamente novo de interação viria a se popularizar e moldar o futuro de toda a tecnologia dos celulares. De 2007 (ano em que o celular da Apple foi lançado) para cá, todos os telefones seguiram essa tendência e tiveram apenas um ou outro detalhe a mais.

Em 2010, pudemos conhecer o que viria a ser o primeiro tablet nos moldes atuais. O iPad nada mais era do que um smartphone com tela gigantesca e sem a presença das funcionalidades básicas do telefone celular. Outras tantas fabricantes seguiram o modelo e o mundo está da maneira como você conhece.

Hoje, temos variedades de sistemas, de configurações de hardware, de recursos, de câmeras e de tamanhos, mas os atuais gadgets são todos bem parecidos. Assim, nos perguntamos: o que realmente acontecerá com os tablets e smartphones?

Será que teremos novas interfaces de interação? O hardware precisa evoluir ainda mais? A experiência de uso será diferente? Não temos todas as respostas, mas vamos dar alguns palpites sobre o futuro desses gadgets que certamente não sairão de nossa rotina.

Telas curvas e dobráveis

Não é novidade alguma que as fabricantes estão trabalhando em celulares com tela curvas. A Samsung já tem uma patente para esse tipo de display. A LG não apenas tem a ideia, mas já tem um modelo praticamente pronto para o público: o LG G Flex que apareceu na CES 2014.

A aposta das fabricantes é de que esses displays vão possibilitar uma pegada mais anatômica e serão mais adaptáveis ao rosto das pessoas, uma vez que o microfone deve ficar próximo da boca. Diversos conceitos estão aparecendo na web sugerindo que as empresas realmente vão apostar nessa ideia.

Pensando em algo realmente revolucionário, podemos esperar telas dobráveis para um futuro não muito distante. Tecnologias já estão em desenvolvimento há pelo menos seis anos, o que nos permite apostar seguramente que as fabricantes estão desenvolvendo gadgets que aproveitarão essa característica que pode deixar os aparelhos ainda mais portáteis.

Feedback tátil

Lá no começo de 2012, a NEC apresentou um display com efeito tátil, o qual poderia oferecer um feedback para o usuário “sentir” na ponta dos dedos aquilo que estava tocando. Mais recentemente, a Disney apresentou um display evoluído que reproduz as texturas de arestas, sulcos, saliências e outros detalhes que podem garantir uma experiência mais rica com a tela.

Não há previsão para a utilização desse tipo de visor nos celulares e tablets, mas não é de se duvidar de que, ora ou outra, alguma fabricante resolva criar um produto mais robusto que possa usar esse tipo de informação. O mais interessante dessa tecnologia é que ela não necessitará de softwares especiais.

A Disney garante que sua tela pode trabalhar com imagens estáticas e vídeos comuns, processando as informações e repassando o feedback instantaneamente para o usuário. Claro, é preciso considerar que esse tipo de tecnologia pode encarecer muito o desenvolvimento de um produto que geralmente é destinado para o uso no cotidiano, então não há como garantir a chegada dessa funcionalidade nos aparelhos de bolso.

Teclados físicos na parte traseira?

Pode parecer bizarro, pode ser que nunca aconteça, mas a ideia não é impossível e não é de se jogar fora. Conhecemos recentemente o TREWGrip, um teclado traseiro que readapta o clássico layout dos dispositivos QWERTY para a posição vertical e divide as teclas em duas partes. Um primeiro olhar causa estranheza, mas o conceito é realmente funcional.

No mundo dos smartphones, temos o LG G2 que tem algumas (são apenas três) teclas traseiras. A mudança na posição dos botões é um impacto significante, o que motivou a fabricante a apostar em um sistema de desbloqueio diferente.

Entretanto, nada impede que alguns gadgets tragam mais teclas de funções ou todo um teclado (parecido com o TREWGrip) na parte traseira. É evidente que esse tipo de aparelho talvez não atenda a grande maioria do público, mas esse pode ser o futuro dos teclados nos smartphones, abandonando o clássico esquema de teclado apertado na parte frontal.

Expandindo a experiência com outros gadgets

Por fim, e talvez a mais importante de todas as apostas, temos a possibilidade de que os gadgets atuais comecem a fazer parte de um ecossistema que interage completamente com o corpo humano. Atualmente, temos os smartwatchs que recebem informações dos celulares, porém, no futuro, pode ser que os óculos inteligentes e outros gadgets vestíveis façam parte da experiência.

Não é possível prever um momento exato para esse tipo de interação entre aparelhos mais inteligentes aconteça (visto que os relógios geralmente apenas exibem algumas informações do celular), mas não temos dúvidas de que outros dispositivos certamente ajudarão o celular a cercar o usuário com informações práticas e antecipadas.

Nada impede que novas interfaces (como a do Google Glass) sejam a nova forma de interagir com o celular. Com alguns comandos de voz — que, por sinal, estão cada vez mais inteligentes — e um ou outro movimento capturado por câmera, o smartphone pode servir apenas como uma central de processamento que transmite a imagem para o visor dos óculos.

É claro que você já ligou essa ideia com a da realidade aumentada, que até tentou emplacar nos smartphones, mas que não teve muito sucesso. Pois é, os óculos podem ter essa capacidade de ampliar as possibilidades e sobrepor as informações digitais com as reais, visto que tudo está diretamente na visão do usuário.

Qual é o próximo passo?

Não há como definir qual tecnologia emplacará primeiro, porém, como tudo nesse ramo, é preciso um tempo para desenvolvimento, outro para testes e um longo período para verificar a aceitação do público. Aos poucos, as fabricantes vão melhorando as experiências e adicionando uma ou outra novidade.

Se tivéssemos que fazer uma aposta, certamente diríamos que os óculos inteligentes são os próximos gadgets que farão parte de nosso cotidiano, contudo, é bom ressaltar que vai demorar um bocado para que eles estejam realmente funcionais e possam substituir um telefone celular. Bom, até lá, vamos acompanhar de perto todas as novidades e continuar informando você sobre novas possibilidades.

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