Você se descuida por um único segundo e seu celular está no chão. Quem nunca passou por isso não sabe o que é viver segundos de tensão para saber se ele estará inteiro quando for pego novamente. Ver que o aparelho está intacto é uma alegria sem fim, mas qualquer pequeno lascado pode gerar dores insuportáveis.

Pior ainda é quando a tela aparece completamente destruída, como se tivesse sido atropelada por um rolo compressor. Você tenta se enganar, diz que ele caiu do seu bolso e que isso aconteceu a poucos centímetros do chão, mas os estilhaços da tela mostram a verdade. E então você pensa que ele já caiu de alturas muito maiores e permaneceu intacto. É nesse momento que surge a pergunta: “Como a tela do smartphone pôde quebrar?”.

Como era no passado?

Antes de os smartphones chegarem ao mercado, a presença de telas grandes era menos visível do que temos atualmente. O principal motivo para isso eram os altos valores de instalação de touchscreen, o que obrigava as fabricantes a utilizarem teclados físicos comuns. Mesmo assim, não eram raros os acidentes envolvendo os aparelhos – foi essa geração que causou a fama de “indestrutível” dos celulares Nokia.

(Fonte da imagem: iStock)

Como as telas eram geralmente protegidas por estruturas plásticas, os danos mais comuns para elas aconteciam quando os aparelhos caíam de lado. Com isso, o impacto na estrutura de cristal líquido acontecia com mais intensidade e não eram nada raros os casos em que isso causava o “vazamento” da tela, que precisava ser utilizada com manchas bem incômodas.

Quedas: as principais vilãs

Não há dúvidas de que os smartphones são sensíveis. As estruturas deles não são feitas para aguentar impactos fortes, por isso é preciso manuseá-los com cuidado. O que poucas pessoas entendem é a razão que leva uma queda de poucos centímetros a poder ser mais destrutiva do que outras que giram em torno de um metro de altura.

A verdade é que o maior vilão dessa história não está na altura, mas sim no modo como a queda acontece. Um smartphone caindo “de chapa” no chão geralmente sofre menos danos do que aquele que é derrubado “de quina”. Para entender isso, é preciso lembrar um pouco das aulas de física do ensino médio – pode ficar calmo, nenhuma fórmula será utilizada neste artigo.

(Fonte da imagem: ShutterStock)

Imagine um prego e uma tábua. Se você martelar a cabeça do prego contra a madeira, nada vai acontecer. Por outro lado, se você fizer o mesmo com a ponta, ele vai perfurar a estrutura rapidamente. Isso acontece porque a superfície de impacto menor gera uma pressão maior sobre a madeira.

O chão exerce o mesmo efeito sobre os celulares. Caso o aparelho seja completamente impactado contra o chão, a força exercida sobre a superfície será reduzida em relação à que atingiria o smartphone se ele caísse de lado (o que terá influência sobre a milimétrica espessura da tela). Ou seja, quanto menor for a superfície de impacto, maior a chance de danos.

É preciso deixar muito claro: uma queda “de chapa” também pode quebrar a tela do aparelho. O que estamos dizendo é que as chances de isso acontecer são menores – logicamente, estamos nos limitando a quedas de alturas baixas, que aconteceriam se qualquer pessoa derrubasse o aparelho do bolso, por exemplo.

Pressão além do limite

Quando falamos em smartphones, falamos sobre estruturas de plástico ou fibras sensíveis, com algumas poucas partes metálicas. A tela é igualmente frágil e, como você pode imaginar, uma pressão sobre ela pode causar danos irreversíveis. Como já falamos sobre quedas, não seria errado falar também sobre impactos de outro tipo: os pisões.

(Fonte da imagem: iStock)

Apesar de ser menos comum, esse tipo de acidente também pode ocorrer em momentos de descuido – inclusive depois de quedas em locais com aglomerados de pessoas.  E as forças envolvidas no processo são as mesmas das quedas, com a diferença de que, em vez de velocidade e aceleração da gravidade, o peso do “corpo pisante” é que estará agindo.

Nesse momento, novamente entra em cena a nossa velha conhecida “pressão”. Enquanto uma sandália com sola de borracha vai espalhar a pressão e absorver um pouco da força recebida pelo smartphone, um salto alto fino fará com que todo o peso seja empregado sobre uma pequena região. Logo, você já deve imaginar qual causará maior estrago na tela do aparelho.

“Uma tela indestrutível, por favor!”

Pelo menos nos próximos anos, comprar um smartphone com tela indestrutível pelo preço que compramos os atuais não será uma realidade. É lógico que a tecnologia está avançando bastante. Hoje, já temos as telas Gorilla Glass da Corning, que podem ser muito resistentes, mas ainda não existe nada que seja realmente invulnerável – sem perder a transparência e qualidade nas respostas aos toques.

Atualmente, o modelo supracitado (Gorilla Glass) é o mais recomendado para os consumidores que querem menos preocupações com a segurança de suas telas. E as fabricantes de aparelhos concordam com isso, como fica claro ao analisarmos a lista de dispositivos com a tecnologia – o que inclui o iPhone, HTC One X e Samsung Galaxy S3.

Dos aparelhos flagship que estão no mercado atualmente, apenas o Galaxy Nexus não utiliza a tela Gorilla Glass. O Tecmundo ressalta: apesar de ela ser muito importante para os gadgets, não confere indestrutibilidade aos smartphones.

E os riscos nas telas?

Outro problema que afeta os usuários são os riscos, que também podem incomodar na utilização – apesar de não inutilizarem os aparelhos, como acontece com as quebras. O que pouca gente sabe é que raramente são as chaves e outros objetos metálicos que fazem com que a tela dos aparelhos mais modernos seja riscada, mas sim a sujeira que se acumula sobre ela.

(Fonte da imagem: Reprodução/Corning)

Mesmo assim, alguns cuidados precisam ser tomados. Evite deixar chaves, moedas e outros aparelhos eletrônicos junto com o seu smartphone, principalmente dentro de bolsos ou bolsas. A fricção dos materiais pode fazer com que a sujeira entre eles deixe cicatrizes profundas no display – e nós sabemos que você não quer isso.

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Agora que você sabe um pouco mais sobre os fatores que contribuem para a quebra dos smartphones, você tem também um pouco mais de ideia do que não fazer com os aparelhos para evitar danos. Lembre-se sempre: não existe aparelho indestrutível.

Fonte: BuzzFeed, Corning, Phone Arena e Daily Mail

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