É curioso notar como diferentes produtos criados com novas tecnologias podem ter impactos completamente diferentes – e às vezes até imprevisíveis – nos consumidores. Na teoria, um smartphone que tem uma tela completamente dobrável e pode ser usado no pulso, como um relógio, deveria cair nas graças dos fanáticos por aparelhos tecnológicos. Mas será que realmente vai?

É o desafio que uma pequena startup chinesa tem pela frente. Conhecida como Moxi Group, a empresa revelou para a imprensa imagens de um protótipo bastante interessante: trata-se de um smartphone que pode ser usado tanto em sua forma reta, como qualquer outro dispositivo desse tipo, quanto dobrado, em forma circular, assim como um relógio de pulso. Mesmo dessa maneira, a tela continuaria funcionando normalmente.

Um visor que pode ser enrolado no braço

Telas flexíveis e dobráveis não são nenhuma novidade por aí, se você tem acompanhado as últimas feiras conceituadas no assunto. Porém, ainda não foi lançado nenhum celular que fosse completamente dobrável e, mais importante, prático de se usar. O Moxi Group pretende ser a primeira empresa a comercializar esse tipo de dispositivo na China ainda em 2016, com uma tiragem de 100 mil aparelhos, cada um deles custando ¥ 5 mil, aproximadamente R$ 2.730.

O protótipo do smartphone flexível do Moxi Group em seu formato reto e dobrado em círculo

Apesar das belas imagens divulgadas pela startup chinesa, o display desse primeiro modelo será em preto em branco, mas o Moxi Group já informou que tem a pretensão de lançar um dispositivo com tela colorida até o ano de 2018. Toda a tecnologia por trás dos visores flexíveis se baseia em um material extremamente versátil e, para quem não entende muito bem suas propriedades científicas, quase mágico: o grafeno.

A magia do grafeno

O grafeno é considerado o material mais fino, mais leve, mais forte, mais transparente e que melhor conduz calor e eletricidade conhecido pela ciência. É claro, isso deve fazer dele um dos mais caros também e por isso sua utilização comercial ainda é tão restrita. Ainda assim, um protótipo desse dispositivo foi mostrado para o público durante o Nanping International Conventional Center, que acontece em Chongqing, na China, mas não havia sido possível descobrir o responsável pelo incrível gadget.

Agora sabemos que tudo era obra do Moxi Group, que revelou essa semana estarem quase prontos para comercializar o produto, mesmo que em uma versão menos avançada do que o que foi mostrado para os consumidores na feira chinesa.

É um passo brilhante que deve ser levado em conta e que pode ser uma visão de como vamos utilizar nossos smartphones em algo em torno de 10 anos

Se essa nova tecnologia adotada dessa maneira vai colar ou não, só o futuro poderá dizer. Ainda assim, é um passo brilhante que deve ser levado em conta e que pode ser uma visão de como vamos utilizar nossos smartphones em algo em torno de 10 anos, basta a praticidade desse dispositivo meio celular, meio smartwatch cair no gosto dos consumidores.

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