(Fonte da imagem: Reprodução/Jalopnik)

Durante a apresentação de sua nova linha Discovery, a Land Rover aproveitou para mostrar quais os princípios que guiam o desenvolvimento de seus veículos e quais caminhos ela pretende seguir no futuro. Entre os conceitos apresentados pela fabricante está um sistema que permite controlar todas as funções de um automóvel usando um smartphone, tablet ou até mesmo um controle remoto com características especiais.

O software conceitual apresentado pela companhia permitia guiar o volante de um carro usando um ícone na tela de aparelhos sensíveis ao toque, enquanto a velocidade de deslocamento ficava a cargo de um sistema automático. “Vemos carros autônomos como uma forma de retirar a parte chata, tediosa e rotineira da jornada, permitindo que o motorista se comunique ativamente, trabalhe ou relaxe com o sistema de entretenimento”, explica o Dr. Wolfgang Epple, diretor de Pesquisas e Tecnologia da Jaguar Land Rover.

“Quando o motorista quer aproveitar a experiência de dirigir, nossos sistemas assistentes vão oferecer ainda mais, porque os consumidores ainda vão querer se sentir interagindo com seus veículos. Um carro mais inteligente não deve remover o prazer de dirigir — deve melhorar sua experiência tanto em estradas quando fora delas”, complementa o pesquisador.

Modelos tridimensionais do terreno

Durante a apresentação, a montadora apresentou uma evolução do conceito de painéis transparentes demonstrado no início de abril. Usando uma série de lasers, um novo sistema se mostra capaz de analisar um terreno e determinar a profundidade dos elementos presentes no local, como poças-d’água e buracos. Essas informações são transformadas em um mapa tridimensional que é exibido ao motorista na parte inferior do painel do veículo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Jalopnik)

Os dados também são enviados ao computador de bordo, que configura automaticamente quesitos como a suspensão e a aceleração para otimizar a performance do carro às condições ambientes atuais. Vale notar que, até o momento, não há qualquer previsão de quando tecnologias do tipo podem passar a ser usadas nas ruas: como qualquer conceito, eles estão mais relacionados ao campo das aspirações futuras do que à realidade concreta.