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De acordo com o Comitê Gestor de Internet (CGI), o Brasil acaba de abandonar um “top 10” não muito lisonjeiro. Segundo balanço publicado pela instituição, o país não pertence mais aos dez maiores propagadores de spams.

Conforme estatísticas aferidas pela Composite Blocking List, o território tupiniquim, que já foi responsável por 17% do total de IPs disparadores de spams, hoje concentra apenas 2% — garantindo assim uma 12ª posição, com menos de 200 mil endereços comprometidos.

Graças à gerência da Porta 25

De acordo com o CGI, a melhoria no quadro nacional no referido ranking se deve à campanha extensiva envolvendo a famigerada Porta 25 — principal responsável pelo envio de mensagens indesejadas, conforme se verificou. O programa aborda uma série de acordos cujo objetivo principal é conter o envio de spams por redes domésticas. A última conquista focou as prestadoras de telecomunicações, as quais passaram a bloquear a saída de spams.

O conselheiro do CGI, Henrique Faulhaber, considera os resultados bastante promissores. “Estamos acompanhando os dados e, nos últimos seis meses, a evolução foi muito boa, claramente influenciada pela fase final da adoção da medida”, disse Faulhaber.

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“No entanto, é preciso continuar acompanhando os números, pois temos uma rede muito grande e a aplicação da medida às redes residenciais brasileiras precisa ocorrer continuamente. A expectativa é que continuaremos a cair nos rankings”, ele completa.

O papel das prestadoras na redução do envio de arquivos indesejados é ressaltado também pelo diretor-executivo do SindiTelebrasil e também conselheiro do CGI, Eduardo Levy. “A contribuição das prestadoras de telecomunicações foi determinante para a redução da quantidade de spams oriundos do Brasil e tais resultados só foram possíveis graças à implantação de uma regra de bloqueio para determinados pacotes de dados.”

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