Experiências neurológicas com ratos e chips não são muito inéditas no campo científico. No passado, os pequenos roedores já viraram ciborgues com cerebelos eletrônicos e receberam chips para substituir seus neurônios, mas dessa vez a tecnologia foi um pouco além das substituições. Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram nessa terça-feira (18) que desenvolveram um implante nos pequeninos animais que estimula o cérebro deles por meio de um dispositivo wireless.

A situação funciona da seguinte forma: ao percorrer uma câmara eletromagnética, o aparelho no cérebro do rato recebe a energia ao seu redor e estimula uma região específica das células nervosas. Isso só é possível porque os cientistas foram capazes de alterar os neurônios do animal geneticamente por genes de algas verdes, que são responsivas à luz.

A alteração permitiu que os pesquisadores pudessem testar a resposta da luz em partes do cérebro e verificar quais foram as mudanças no comportamento do pequeno roedor. Em um dos testes, por exemplo, o animal com o dispositivo em sua medula espinhal caminhava em círculos enquanto recebia a energia, mas essa situação não acontecia se a câmara eletromagnética estivesse desligada.

O instituto também publicou um vídeo demonstrando como isso funciona. Você confere ele em inglês, logo abaixo.

Só esperamos que nenhum deles fique estimulado ao ponto de começar a bolar planos de dominação global, não é mesmo? O que vamos fazer amanhã à noite, pequeno ratinho? “Tentar dominar o mundo com um cérebro estimulado com a tecnologia, é claro!”

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