A Audi, montadora alemã de carros de luxo, divulgou há alguns dias que, graças à parceria com a companhia bioquímica francesa Global Bioenergies S.A., conseguiu produzir sua primeira leva de “gasolina ecológica”, ou e-gasolina. Desenvolvida sinteticamente a partir de extratos retirados de plantas, a substância é completamente livre de qualquer parte de petróleo e libera a mesma quantidade de gás carbônico presente na sua composição, portanto não é considerada poluente.

De acordo com o relatório da empresa, a e-gasolina possui uma octanagem impressionantemente alta, sendo composta totalmente de iso-octanos. Por não conter enxofre ou benzeno, a queima do combustível é bastante limpa, o que permite aos motores usarem altos índices de compressão para um desempenho melhorado. A montadora vai analisar agora a descoberta em laboratório e em motores de teste.

A médio prazo, a intenção conjunta da empresa e da Global Bioenergies S.A. é alterar o processo de produção para que o extrato vegetal não seja mais necessário. A ideia é conseguir manufaturar combustível renovável somente a partir da correta mistura de água, hidrogênio, gás carbônico (CO2) e luz do sol.

O futuro dos combustíveis

Além da e-gasolina, a Audi hoje emprega recursos também no desenvolvimento de outras formas de combustíveis renováveis, como o e-gás – metano sintético, já comercializado em escala industrial –, o e-etanol e o e-diesel.

O próximo passo do processo já está em andamento. Trata-se da construção de uma nova fábrica na cidade alemã de Leuna, com capacidade de produção de gasolina ecológica dez vezes maior que o laboratório atual na cidade de Pomacle, na França. Até o fim de 2016, a nova fábrica deve ser capaz de produzir por ano cerca de 100 toneladas de e-gasolina, livre de combustíveis fósseis e com emissão neutra de CO2.

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