O dispositivo é capaz de montar estruturas de DNA usando os blocos adenina, citosina, guanina e timina

A resposta para o questionamento do título dessa matéria, sendo curto e grosso, é ainda não. Mas isso não quer dizer que não haja planos e até uma empresa criada para desenvolver uma impressora capaz de “imprimir” um ser humano completamente, por exemplo, em outro planeta. Hoje em dia, esse dispositivo já existe e consegue imprimir proteínas, mas no futuro, a ideia é que possa praticar o que os cientistas chamam de “teletransporte biológico”.

Essas são as ambições da Synthetic Genomics, a empresa criada pelo geneticista e biotecnólogo Craig Venter para ajudar com a evolução tecnológica do Digital-to-Biological Converter, ou no bom e velho português, conversor digital para biológico.

O dispositivo, que ainda funciona como um protótipo aparentemente desorganizado, é capaz de montar estruturas de DNA usando os blocos adenina, citosina, guanina e timina, que você talvez se lembre da época de escola (ou conheça ainda melhor que esse que vos escreve).

Protótipo da "impressora de humanos"

Ter uma impressora como mãe?

O aparelho funciona como uma impressora que, em vez de cartuchos de diferentes cores de tinta, usa elementos químicos que formam o corpo humano. Seu criador, Venter, esteve envolvido no projeto de mapeamento do genoma humano e vem tentando criar uma sequência de DNA assim, artificialmente, praticamente do nada, há anos.

As impressoras poderiam ser usadas no Planeta Vermelho para a criação de bactérias que poderiam alterar completamente o meio ambiente marciano

São muitas as aplicações que uma “impressora 3D de gente” poderia ter, mas a que mais chama atenção, tanto pela ousadia quanto pela polêmica que certamente viria a causar, é seu envolvimento em um possível projeto de terraformação de Marte que a SpaceX de Elon Musk pretende realizar em um futuro próximo.

Segundo o próprio Venter, as impressoras poderiam ser usadas no Planeta Vermelho para a criação de bactérias que poderiam alterar completamente o meio ambiente marciano, chegando ao ponto de gerar vida mais complexa que daria a Marte condições de ser habitado por humanos.

Exemplo do funcionamento do dispositivo

Beirando (e ultrapassando) a ficção

Talvez nossa geração não esteja mais aqui para testemunhar essa façanha da tecnologia

Mais ousado ainda que isso, e claro, pensado para um futuro ainda mais remoto, é a possibilidade de “imprimir” as próprias pessoas em solo marciano em vez de passar meses e gastando muito dinheiro tentando enviar pessoas da Terra. Um dispositivo mais complexo poderia, na teoria, montar uma estrutura completa de um humano novinho em folha em locais ainda mais distantes.

O problema é que a prática ainda está tão inserida em uma realidade de ficção científica que apenas o tempo vai poder mostrar se é algo realmente viável. Humanos impressos em uma impressora 3D? Talvez nossa geração não esteja mais aqui para testemunhar essa façanha da tecnologia.

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