No ano passado, falamos aqui no TecMundo sobre uma equipe de pesquisadores que atuam na Espanha e descobriram uma forma de “ler a mente” das pessoas para observar a reação delas a algumas siglas, o que permitia que um sistema de computador as identificasse com 94% de precisão. Agora, um grupo de estudiosos na Binghamton University, nos EUA, conseguiu fazer algo similar com imagens e atingiu um índice de 100% de acerto em um grupo de 30 voluntários.

O processo envolve a utilização de um capacete de eletroencefalograma (EEG) e a observação de uma série de 500 imagens, que incluem rostos de celebridades, fotos genéricas e palavras. Cada uma delas aparece por apenas meio segundo e o aparato observa a reação do seu cérebro a cada uma, comparando-a com um banco de dados pré-cadastrado. Como cada pessoa age de forma diferente, o grande número de dados coletados diminui as chances de erro.

Em um dos primeiros testes, o sistema conseguiu identificar um participante de um grupo de 32 com algo entre 82% e 97% de acerto. No entanto, agora a máquina já consegue encontrar uma pessoa entre 30 com certeza absoluta. Caso o sucesso se mantenha mesmo com números cada vez maiores de pessoas, então a “leitura cerebral” poderá se tornar uma ótima opção para sistemas de segurança biométrica.

Para os bancos do futuro

Ainda que o sistema possa funcionar com apenas três eletrodos, ele tem como ponto negativo o tempo necessário para que o usuário consiga passar pela verificação. Como cada imagem leva apenas meio segundo para ser exibida, o processo total deve demorar cerca de 4 minutos – o que não é muita coisa para quem quer acessar um cofre privativo em um banco, por exemplo, mas certamente não é prático para desbloquear um celular ou PC.

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