(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

O biólogo marinho Ryan Kempster notou um comportamento inusitado em embriões de tubarões. Ao aproximar um campo elétrico perto dos ovos da espécie de tubarão-bambu, os filhotes cessaram imediatamente o movimento de suas guelras.

Especializado na biologia sensorial desses animais, o cientista acredita que essa é uma estratégia de sobrevivência usada pelos filhotes para despistar predadores. Agora, Kempster pensar em usar essa característica para construir um repelente capaz de afastar tubarões sem machucá-los.

O que leva Kempster a acreditar que isso é possível é o fato de que os espécimes adultos também possuem sensores usados para detectar campos magnéticos, mas com o diferencial de que, nessa etapa da vida, esse recurso natural é usado para procurar presas. A percepção de campos elétricos é possível com a ajuda de pequenos poros presentes na pele do animal.

Tubarões podem desenvolver resistência aos repelentes

Em entrevista para o site io9, Kemptser explicou que já “existe uma variedade de repelentes elétricos e não letais de tubarão, mas a eficácia comprovada pela ciência ainda é muito limitada”. Assim, o pesquisador vem estudando os sistemas sensoriais de diversas espécies de tubarões para determinar se esses seres alteram ao longo da vida a forma como sentem e reagem a um estímulo elétrico de predador.

Tubarão-bambu é uma das poucas espécies que geram filhotes em ovos (Fonte da imagem: Reprodução/PLOS/Kempster)

O estudo publicado na plataforma PLOS indica não apenas que os embriões param de respirar e de se movimentar quando sentem a presença de um predador, mas também que eles podem se lembrar de estímulos sentidos anteriormente e reduzirem suas reações a eles ao reencontrá-los.

Com isso, os tubarões podem se tornar resistentes a dispositivos repelentes caso o sinal emitido por esses “gadgets” não mudem com o passar do tempo. Essa é, decidamente, uma situação que surfista nenhum deseja.

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