Agora no comando de Satya Nadella, a Microsoft deseja recuperar o posto de hegemônia na indústria da tecnologia. Mas as novas estratégias da companhia tiveram um preço: a amizade entre o cofundador e por anos CEO da empresa, Bill Gates, e seu sucesso, atual maior acionista da empresa e antes homem de confiança, o maluco Steve Ballmer.

A história foi contada na revista Vanity Fair, que fez uma reportagem de seis páginas sobre a Microsoft e a linha sucessiva de seus CEOs. De acordo com a publicação, Ballmer e Gates romperam laços por conta de vários episódios, incluindo o Windows Vista, a compra da Nokia e a própria sede de poder.

Entenda a novela

Ainda no comando da empresa, por volta de 1994, Gates convidou Ballmer para ser padrinho de seu casamento com Melinda — a amizade dos dois estava no ápice e a Microsoft decolava na indústria. Porém, em 2001, com o careca completando um ano como CEO, uma disputa de poder entre os dois (que tinham que separar amizade e a hierarquia corporativa) balançou as estruturas.

Outro capítulo desenrolou-se com o projeto Longhorn, que veio a ser o problemático Windows Vista. Ballmer acusa Gates de dar a ideia e fazer com que ele se dedicasse inteiramente ao sistema operacional por até seis anos — deixando de lado áreas como navegadores e mobile, que depois fariam falta.

Por fim, quando Gates já estava bastante desligado da empresa, mas ainda integrado ao quadro diretor, veio a compra da Nokia. Ballmer, autor da ideia, viu a proposta ser recusada pelo conselho, com a oposição encabeçada pelo ex-amigo. Ele foi enfático: ou aceitam o negócio, ou ele sairia. O acordo foi feito pela metade, com a compra somente da Nokia Mobile, e Ballmer anunciou a aposentadoria logo depois. Será que hoje, com ambos não mais no comando e com um CEO mais simpático à frente da Microsoft, esses laços não podem ser refeitos?

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